25 de nov. de 2006

Adrenalina é o que mais quero!

De tanto tentar fazer algo diferente acabo fazendo o mesmo de sempre, apenas tentando. Que persiste sempre alcança, bem, nem sempre, quase nunca, detesto os persistentes, são pessoas irritantes, que confundem chateação com gana. Mas continuo aqui, persistindo em chatear os já irritados que por aqui passam com gana por algo novo. De novo aqui só o fato do Blogger agora ser do Google, se é que isso é novidade, peixe grande engole peixe menor, mas parece a orgia que Darwin costuma chamar de evolução.
Nessa minha busca incessante pelo novo me deparo várias vezes com o stress, ou estafa, ou situações que me levam a buscar entendimento pós-fato. O que todos querem é uma vida cheia de hormônios que os deixem drogados de felicidade e sorrisos largos. Endorfina, adrenalina, serotonina e essas coisas que fazem o cérebro entrar em estado de nirvana química. E claro, é o que eu mais quero também. Drogas fazem mal a saúde, mas essas que o seu próprio organismo produz só fazem mal para o seu bom senso. A caçada por sensações e situações prazerosas nos motivam a percorrer os mais perniciosos e melindrosos caminhos. É basicamente a mesma idéia de ter de trabalhar para ganhar dinheiro, para comprar algo, para usufruir desse algo, mas no meio disso nos pegamos sem o tempo necessário para que esse algo dê-nos algum prazer.
O melhor investimento que podemos fazer é investir em pessoas, aquelas as quais ajudamos, ou aconselhamos, ou amamos, ou idolatramos, ou apenas as temos perto para argumentarmos sobre o que comer no almoço ou que filme alugar na videoteca. O importante é ter alguém para dividir todos os derivados desses hormônios e fazer com que ela se sinta tão extasiada quanto nós mesmos, e no final decidida a fazer parte desse grande cartel de comércio de sensações pitorescas, os quais guardamos na memória e que em um futuro distante iremos hipervalorizá-los achando que foram os pontos altos de uma vida estroboscópica.

9 de out. de 2006

Inconstância de devaneios parassintéticos.

Olhando daqui tudo parece repentinamente estagnado. O carroussel parou de girar e todos saíram para buscar novas experiências. A vida continua e começa uma nova etapa, ainda lenta e contida, mas é assim mesmo. As perspectivas são tantas que os sonhos se tornam cada vez mais fantasiosos e deslumbrantes. Sonhos ultramarinos, empreendedores e sempre, com certeza sempre, bem sucedidos e de glórias. Claro que no mundo onírico tudo é mais belo, pois o caos, assim como o consciente, deitaram para descansar. Mas não os reprimo, nem os racionalizo. Sonhos são sonhos, e quanto mais estuporantes forem em relação a realidade mais me alegro em tê-los. Creio que a verbalização deste é que os fazem desmoronar por terra. A razão não consegue realizar com clareza todo o necessário para que a máquina funcione conforme o previsto em estado de dopor. Os parâmetros da vida real definem barreiras para que tudo seja diferente, as coisas se moldam de acordo com o caos terreno e tudo se mostra ser mais distante do que aquilo que chega aos olhos da mente no exílio mental.
Mas nada ainda me faz desanimar, a motivação que tenho dentro do peito me leva a experiências as quais me arrependeria no futuro de não tê-las cometido. Tudo faz parte do aprendizado, e nessa escola aprendemos mais quando erramos. Mas o fim é sempre o mesmo, o sucesso espera os esforçados e ao justo destinado está a glória. Claro que isso se o bom Deus, cheio da graça celestial permitir.

31 de jul. de 2006

Essa Minha Vida Obtusa... .. .

É estranho tentar visualiar o futuro nessa perspectiva que me encontro. Todos caminhos parecem feitos com curvas de 90 graus. O meu ponto de fuga fugiu de mim e me encontro a cada dia com paradoxos e decisões que torna essa experiência assustadora e prazerosa. O intento de criar estrutura para um vindouro e bem sucedido descansar da mente consomem-me e fadigam meu paupérrimo intelecto já morimbundo. As vezes temo falar pois, como o andarilho errante, desconheço meu paradeiro. Sem rumo, sem rota, sem objetivo fixo, só idéias que passam adiante meu olhos e me apetiscam o pensamento. Preciso de uma âncora para não encalhar na enseada, mas nada tão pesado que me impeça de continuar minha navegação, principalmente de aportar em novos lugares, nunca dantes visitados por devaneios perdidos. Tudo parece mais simples a noite, quando a pouca luz diminui a visão consigo me concentrar em coisas que me rodeiam a pouca distância. É estranho como nessa ora me vêm essas reflexões sobre as perguntas que me assolaram durante o período diurno. Tão estranho quanto este relato é que pressionando esses botões calejados e empoeirados me sinto mais perto de meu alvo, mesmo ainda desconhecendo o que quero. Quero ter riqueza para ter bens, quero ter bens para aproveitar, quero aproveitar e relaxar, o que me retorna ao paradoxo de ter de trabalhar para descansar, ou seja fadigar o corpo e a mente para que tenham descanso. Sinto-me como num ciclo vicioso onde preciso fazer o que não quero para não fazê-lo. Ainda que inconciso e obtuso este ponto que concluo espero tê-lo deixado tão confuso quanto estou agora, já que viajar sozinha nunca foi bom para ninguém. "Tão perto do que quero, tão longe de mim mesmo!"

8 de abr. de 2006

Não é tão simples assim

Em volta à projeto final, trabalho de freela, e minhas próprias turbulências mentais, encontro nesse blog alguém em quem descontar minhas exacerbações. Noites de insônia e prospecções para o futuro me afligem quando me deito. Minha agenda mental é revisada quando encosto a cabeça no travesseiro, me viro de um lado ao outro da cama editando minhas feitorias para o dia seguinte. Mas acho que isso é normal, todo mundo é estressado e ansioso. Como estou a desembarcar desta parte de minha jornada, nada mais natural de que viver a cada instante a expectativa de um novo começo, seja ele qual for.
As vezes, quando olho para o lado, parece que todos tem seus planos concisos e esquematizados, enquanto eu fico à deriva de meus próprio devaneios, anseios e sonhos. Sonho com coisas impossíveis, isso desde criança, mas não me importo. Seria comum de mais para um candidato a louco como eu ter os mesmo sonhos de todos. Quando as pessoas amadurecem elas se definem como frustradas, deixam de lado seus sonhos infantis, eu não. Ainda quero voar, ser o aquamen, combater o crime e ter o batmóvel. Se isso parece ou é impossível... who cares! Pelo menos dentro da minha caixa de pandora cefálica eu continuo a almejar as coisas que me trouxeram a este ponto. Constancia e estabilidade nunca foram qualidades minhas, procuro mostrar-me do jeito que sou, a maioria acha louco, maluco, no mínimo anormal, mas como já disse Freud, somos todos loucos, cada um com sua neurose, psicose e obsessão.
Nada é tão simples a ponto de ser nomeado e ficar na história com apenas um característica, tudo é mutável e etéreo até quando chega alguém e lhe toma a imaginação.

16 de mar. de 2006

Corruptela de Sensações Incorruptíveis

Primeiro eles dizem que o amor é tudo, que no amor e na guerra vale tudo, que deve-se deixar tudo pelo amor, que o amor salva, liberta, cativa e aprisiona. Mas uma coisa eles não dizem: O que é o amor?! Complexo emaranhado de sensações e sinapses cerebrais, que afligem o corpo de forma tão intensa que deixam o desesperado ser em um estado de dopor incessante, sente-se flutuar, sente-se cair, sempre ao mesmo tempo. A matéria torna-se em líquido, líquido rijo, impenetrável que se dissolve no primeiro calor do dia. Mas quem sou eu para tornar em palavras um 'coisa' que te leva a matar, te dá a vida, te tráz do inferno, encaminha-te ao paraíso. Eu que experimento apenas daquilo que me é oferecido e busco sempre o que não posso ter. Quanto mais escrevo, mas acredito ter perdido, como se as palavras consumissem meu ser, e a cada toque minha alma se esvazia, esperançosa de que em algum outro dia um tópico absurdo, redundante e cativante se revele, e volte a impulsionar esses dedos a passar para ti o que passa por aqui. Escrevo sempre como que para alguém ler, mas espero sempre que tudo isso caia em esquecimento, que aqui fica o que me fascina falar mas me aterroriza dizer para outro. Quando penso, penso comigo, penso em conjunto, penso nos outros, penso em mim mesmo, e quando paro de pensar, penso descansar, penso leve e dessa forma volto a pensar. Pensamento oblíquo, desconforme e inconsistente, que aliado a falta de razão transforma-se em palavras soltas em uma tela formada de luz e que,se a vontade assim desejar, apenas em um toque se apaga e como os que ainda estão na mente se perdem, caem em esquecimento. Graças ao mestre divino minha mente é tão falha que logo esqueço que penso, e esquecendo que penso, penso ter esquecido, e tento lembrar, mas pensando ter lembrado observo que tudo o que penso não passa de corruptelas de pensamentos prévios, de idéias que passaram e não se definiram, e que agora me perseguem como que se fossem importantes.

5 de mar. de 2006

Epitáfios de um vivo

De repente tudo começa a girar, como num carrossel transcendental, as imagens se distorcem e aquilo que parecia óbvio se perde no etéreo pensamento momentâneo. Minhas convicções se vão como que levadas por ventos ébrios e deliqüentes, não todas, ainda guardo arraigadas no meu peito o que me trouxe e me manteve até o presente momento. Mas estou definitivamente mudado, apático para com o próximo, entusiasmado com meu eu. Não me importa mais se outros percorrem seus caminhos, quem chega na frete nesse páreo incessante, me importa agora o que ganho com isso tudo. Posso parecer novo burguês, que visa o lucro a qualquer custo, mas não me prendo a matéria, o que aqui possuo aqui ficará. Busco algo que me enobreça, sem que tenha que pendurá-lo no pescoço, algo que me faça sensato, que não seja correção dos sábios, ou daqueles colocados na minha estrada. Afinal busco de alguma forma de me convencer que posso ser feliz sem acreditar na felicidade, que posso conquistar coisas nessa vida sem que tenha de mostrá-las à outros. Busco crescimento de meu próprio produto interno bruto, de alguma forma satisfazer essa urgência de sofisticação sem parecer soberbo aos olhos dos que me olham, mas caso pareça, danem-se vocês e seus preconceitos e julgamentos e comentários inócuos, que apenas difamam e não curam.
A saída desconheço, como que num labirinto, errante continuo a correr, tentado escapar de minha maldição, imposta pelo meu consciente que um dia tentava proteger-se de seus temores. Traumas que hoje me moldam e refletidos em atitudes são capazes de emitir imagens de mim que eu mesmo desconhecia, ou apenas ignorava.
São essa questões que não saem da minha mente, e no fim o que mais me preocupa é que após toda a batalha e martirização mental eu não recordo qual foi a pergunta inicial.
LABOR OMNIA VINCIT IMPROBUS

24 de out. de 2005

Aqui,lá e acolá, estou de volta mas não no mesmo lugar!

Após intensa terapia introspectiva e decisões erroneas que me levaram ao fatídigo enlace que presencio agora, de volta me encontro com algo mais a discutir que apenas as baboseiras cotidianas. O tempo passa e o que me leva a continuar é a mais pura curiosidade, força vital das ciências empíricas e da vizinhança de audição aguçada. Curiosidade de revelar o que me espera nos dias vindouros, e de poder conferir se minhas expectativas chegarão ao menos próximo de se concretizar. Minhas utopias estão renovadas e as perspectivas agora mudam de acordo com a regulagem do aparelho óptico, tudo me vem filtrado e na esperança de receber efeitos que aprimorem a estética e restaurem o folego da narrativa cálida e enervante. Me deparo com novos conflitos e os busco com intensa constância no intento de encontrar algo altamente relevante que excite nos visionários a revolta contra a pasteurização cultural e intracrônica a qual atravessamos sem leme e sem ventos. Tudo se resume a idéia de produzir ondas de cognição que possam ser ou não a favor do que proponho mas que traga a reflexão ao foro comum de nosso cotidiano. Realmente não espero fazer algo novo, nem muito menos revolucionar a plebe contra a realeza, mas apenas tentar diagnosticar e teorizar sobre as possibilidades de mudanças que nos poderiam favorecer num mundo novo que começa em nossas cabeças.

24 de ago. de 2005

Incontestável Reticências Rotineiras

Os dias passam e tudo se renova após os cataclismas cotidianos de cada um de nós. As mudanças que nos viram o leme em angulos retos acabam formando um círculo completo e trazendo-nos ao ponto de partida.
O ato de criar algo, partindo de uma imaginação abstracional e congruindo de sentimentos e percepções antepostas ao método torna-se díficil e meticuloso quando não se passa por fatos que nos causem estranheza ou a simples reflexão. A necessidade de um referencial imagético e maior que esse último um referencial perceptivo mostra-se imprescindível na concretização de projeto. Por isso essa busca errante atrás de acontecimentos impactantes que revelem-se como fatos referenciais e experiências produtivas que ajudem à materialização do objetivo projectual.
Com esse pretexto de necessidade de experiências tento analisar cada ínfimo momento até aqui vivido, extraindo de segundos passados algo relevante e se possível avassalador, que reuna em si idéias e sentimentos que possam expressar os desejos do ser humano.
Como o homem gordo no ônibus que ocupa mas da metado do banco ao lado, e durante a longa viagem, adormecido e inconsciente, ronca desesperadamente e serve de entretenimento aos que ao seu lado se dirigem à ceifa diária, absorto de minha realidade passo a tentar buscar dentro de mim mesmo algo que possa entreter aos que assistem esse show de horrores filosóficos que no final de todas as contas não me leva à lugar algum a não ser essa cadeira e meu fiel teclado amarelado.

6 de ago. de 2005

Alguém viu meu cérebro por aí?

Parece-me que nesse último mês quem esteve de férias foi meu raciocínio. Tudo que fiz foi movido pelo instinto, como dormir, comer e dormir novamente, arrisco a dizer que o estado vegetativo não passou longe. Mas apesar disso tudo posso, após esse imenso intervalo, analisar os fatos e tentar concatenar idéias para trazer a discussão os aspectos subliminares da vida.
Nessa minha travessia pelo inócuo portei-me como rélis figurante, passei desapercebido e tornei-me parte de um cenário comum a todos os que ainda respiram nessa planeta moribundo. Despido de minha habitual soberba, escudo contra os inflamados dardos alheios e pseudo intelectualidade, corri por meios medíocres e trafegados pela maioria da população. Mas nunca relapso à minha principal missão: observar.
Sem me ausentar dessa pátria honrosa experimentei o contato com culturas alienígenas, mas não estou me refirindo aos extras mas sim aos intra-terrestres. É espantoso como a atividade laborial pode fazer com que culturas opostas por marcos geográficos, étnicos e religiosos se compreendam tão bem, sem a espectativa de uma possível degladiação.
A importância do filtro decodificador, que não se trata de um ouvido atento ou de uma parlatório lento, mas sim da moeda corrente, mostra-se vital ao entendimento entre as partes e a conclusão do ato comercial. O interesse de ambas as partes por sucesso na troca e obtenção de bens mostrou-me um fator relevante, é necessário um meio comum a todas as culturas para a boa comunicação entre as partes. A matemática simples e intensamente aplicada designa a si própria um papel de linguagem tradutória de interesses e a atenção aos numeros ganha destaque nesse paradigma.
O que intento com essa elocubração entediosa e ressaltar o valor do protagonista de toda a comunicação: o interesse. Nada se move sem que haja interesse em mover algo. Toda a criação foi executada com um único interesse, ou seja, não sejamos tolos e insensatos deduzindo que os fatos acontecem por que tem de acontecer ou por mera fatalidade. A manipulação do meio é feita por aqueles que sabem quais controles usar, e esse é o real poder abicionado por todos os grandes homens da história.
Eu busco intensamente esses controles, a sabedoria de conseguir apertar os botões certos que possam gerar o efeito que pretendo. A maquinação parece malígna, mas o fim é nobre, bem pelo menos para mim. Detestaria citar Maquiavel, mas ainda não inventou-se uma forma de chegar ao fim sem perder alguns peões.

19 de jun. de 2005

O Salvador do mundo...

A necessidade de ter respostas para tudo, de conhecer à íntimo tudo aquilo que me é passado e nunca parecer deslocado no meio das conversas apenas me levaram ao stress. Venho tratando isso através dessa escrita caricata de inteligência. Felizmente consegui um escape pacífico para toda a minha fúria e agonia cotidiana, poderia ter simplesmente entrado em um cinema e chacinado a platéia, o que esquemáticamente não parece tão ruim, "brincadeira".
O exercício da exposição e a tentativa de concatenar idéias nem sempre parece atrativo. Eu, sinceramente não sei porque isso me fascina, talvez pelo poder da fala, de apenas dizer o que quero e as pessoas ouvirem. Sei que meu público aqui não deve passar de duas ou três pessoas; nem minha mãe lê o que escrevo, ainda bem; e também não acredito que possa estar inserindo novos conceitos a vidas dos leitores, apenas estou me comunicando.
Comunicação, mesmo que desorganizada, sempre é válida. Isso não é uma afirmação pessoal, isso é o que a sociedade nos ensina. Temos músicas e expressões culturais de todos os tipos, temos o analista para nos ouvir, temos a internet para divulgar o que quisermos. Ou seja, fala quem tem boca e ouça que prestar atenção.
O meu intúito nessa atual postagem é desmistificar a idéia que eu possa estar me esforçando para ser uma espécie de guru cibernético, ou um oráculo de novas concepções. Estou aqui apenas para falar, ouve que quiser.
Isso já foi impecilho para a criação de um blog particular, não queria algo que fosse um diária, até porque meu dia-a-dia nem é interessante e muito menos queria através da internet levar a resposta para os necessitados. Estou aqui pura e simplesmente pelo exercício da retórica, e retórica absoluta. Não espero salvar o mundo nem seus passageiros, até porque o último que o fez quase terminou numa cruz se não fosse por sua divindade.
Acho que esse era para ser o primeiro texto, mas o que vale é a comunicação, mesmo que tardia!