Primeiro eles dizem que o amor é tudo, que no amor e na guerra vale tudo, que deve-se deixar tudo pelo amor, que o amor salva, liberta, cativa e aprisiona. Mas uma coisa eles não dizem: O que é o amor?! Complexo emaranhado de sensações e sinapses cerebrais, que afligem o corpo de forma tão intensa que deixam o desesperado ser em um estado de dopor incessante, sente-se flutuar, sente-se cair, sempre ao mesmo tempo. A matéria torna-se em líquido, líquido rijo, impenetrável que se dissolve no primeiro calor do dia. Mas quem sou eu para tornar em palavras um 'coisa' que te leva a matar, te dá a vida, te tráz do inferno, encaminha-te ao paraíso. Eu que experimento apenas daquilo que me é oferecido e busco sempre o que não posso ter. Quanto mais escrevo, mas acredito ter perdido, como se as palavras consumissem meu ser, e a cada toque minha alma se esvazia, esperançosa de que em algum outro dia um tópico absurdo, redundante e cativante se revele, e volte a impulsionar esses dedos a passar para ti o que passa por aqui. Escrevo sempre como que para alguém ler, mas espero sempre que tudo isso caia em esquecimento, que aqui fica o que me fascina falar mas me aterroriza dizer para outro. Quando penso, penso comigo, penso em conjunto, penso nos outros, penso em mim mesmo, e quando paro de pensar, penso descansar, penso leve e dessa forma volto a pensar. Pensamento oblíquo, desconforme e inconsistente, que aliado a falta de razão transforma-se em palavras soltas em uma tela formada de luz e que,se a vontade assim desejar, apenas em um toque se apaga e como os que ainda estão na mente se perdem, caem em esquecimento. Graças ao mestre divino minha mente é tão falha que logo esqueço que penso, e esquecendo que penso, penso ter esquecido, e tento lembrar, mas pensando ter lembrado observo que tudo o que penso não passa de corruptelas de pensamentos prévios, de idéias que passaram e não se definiram, e que agora me perseguem como que se fossem importantes.
Caminhando e cantando, esqueci a canção, tentei lembrar, pensei que esqueço o que sempre me faz falta, pretendo escrever para não esquecer, ou apenas para esvaziar a mente, abrindo espaço para novos esquecimentos.
16 de mar. de 2006
5 de mar. de 2006
Epitáfios de um vivo
De repente tudo começa a girar, como num carrossel transcendental, as imagens se distorcem e aquilo que parecia óbvio se perde no etéreo pensamento momentâneo. Minhas convicções se vão como que levadas por ventos ébrios e deliqüentes, não todas, ainda guardo arraigadas no meu peito o que me trouxe e me manteve até o presente momento. Mas estou definitivamente mudado, apático para com o próximo, entusiasmado com meu eu. Não me importa mais se outros percorrem seus caminhos, quem chega na frete nesse páreo incessante, me importa agora o que ganho com isso tudo. Posso parecer novo burguês, que visa o lucro a qualquer custo, mas não me prendo a matéria, o que aqui possuo aqui ficará. Busco algo que me enobreça, sem que tenha que pendurá-lo no pescoço, algo que me faça sensato, que não seja correção dos sábios, ou daqueles colocados na minha estrada. Afinal busco de alguma forma de me convencer que posso ser feliz sem acreditar na felicidade, que posso conquistar coisas nessa vida sem que tenha de mostrá-las à outros. Busco crescimento de meu próprio produto interno bruto, de alguma forma satisfazer essa urgência de sofisticação sem parecer soberbo aos olhos dos que me olham, mas caso pareça, danem-se vocês e seus preconceitos e julgamentos e comentários inócuos, que apenas difamam e não curam.
A saída desconheço, como que num labirinto, errante continuo a correr, tentado escapar de minha maldição, imposta pelo meu consciente que um dia tentava proteger-se de seus temores. Traumas que hoje me moldam e refletidos em atitudes são capazes de emitir imagens de mim que eu mesmo desconhecia, ou apenas ignorava.
São essa questões que não saem da minha mente, e no fim o que mais me preocupa é que após toda a batalha e martirização mental eu não recordo qual foi a pergunta inicial.
LABOR OMNIA VINCIT IMPROBUS
A saída desconheço, como que num labirinto, errante continuo a correr, tentado escapar de minha maldição, imposta pelo meu consciente que um dia tentava proteger-se de seus temores. Traumas que hoje me moldam e refletidos em atitudes são capazes de emitir imagens de mim que eu mesmo desconhecia, ou apenas ignorava.
São essa questões que não saem da minha mente, e no fim o que mais me preocupa é que após toda a batalha e martirização mental eu não recordo qual foi a pergunta inicial.
LABOR OMNIA VINCIT IMPROBUS
24 de out. de 2005
Aqui,lá e acolá, estou de volta mas não no mesmo lugar!
Após intensa terapia introspectiva e decisões erroneas que me levaram ao fatídigo enlace que presencio agora, de volta me encontro com algo mais a discutir que apenas as baboseiras cotidianas. O tempo passa e o que me leva a continuar é a mais pura curiosidade, força vital das ciências empíricas e da vizinhança de audição aguçada. Curiosidade de revelar o que me espera nos dias vindouros, e de poder conferir se minhas expectativas chegarão ao menos próximo de se concretizar. Minhas utopias estão renovadas e as perspectivas agora mudam de acordo com a regulagem do aparelho óptico, tudo me vem filtrado e na esperança de receber efeitos que aprimorem a estética e restaurem o folego da narrativa cálida e enervante. Me deparo com novos conflitos e os busco com intensa constância no intento de encontrar algo altamente relevante que excite nos visionários a revolta contra a pasteurização cultural e intracrônica a qual atravessamos sem leme e sem ventos. Tudo se resume a idéia de produzir ondas de cognição que possam ser ou não a favor do que proponho mas que traga a reflexão ao foro comum de nosso cotidiano. Realmente não espero fazer algo novo, nem muito menos revolucionar a plebe contra a realeza, mas apenas tentar diagnosticar e teorizar sobre as possibilidades de mudanças que nos poderiam favorecer num mundo novo que começa em nossas cabeças.
24 de ago. de 2005
Incontestável Reticências Rotineiras
Os dias passam e tudo se renova após os cataclismas cotidianos de cada um de nós. As mudanças que nos viram o leme em angulos retos acabam formando um círculo completo e trazendo-nos ao ponto de partida.
O ato de criar algo, partindo de uma imaginação abstracional e congruindo de sentimentos e percepções antepostas ao método torna-se díficil e meticuloso quando não se passa por fatos que nos causem estranheza ou a simples reflexão. A necessidade de um referencial imagético e maior que esse último um referencial perceptivo mostra-se imprescindível na concretização de projeto. Por isso essa busca errante atrás de acontecimentos impactantes que revelem-se como fatos referenciais e experiências produtivas que ajudem à materialização do objetivo projectual.
Com esse pretexto de necessidade de experiências tento analisar cada ínfimo momento até aqui vivido, extraindo de segundos passados algo relevante e se possível avassalador, que reuna em si idéias e sentimentos que possam expressar os desejos do ser humano.
Como o homem gordo no ônibus que ocupa mas da metado do banco ao lado, e durante a longa viagem, adormecido e inconsciente, ronca desesperadamente e serve de entretenimento aos que ao seu lado se dirigem à ceifa diária, absorto de minha realidade passo a tentar buscar dentro de mim mesmo algo que possa entreter aos que assistem esse show de horrores filosóficos que no final de todas as contas não me leva à lugar algum a não ser essa cadeira e meu fiel teclado amarelado.
6 de ago. de 2005
Alguém viu meu cérebro por aí?
Parece-me que nesse último mês quem esteve de férias foi meu raciocínio. Tudo que fiz foi movido pelo instinto, como dormir, comer e dormir novamente, arrisco a dizer que o estado vegetativo não passou longe. Mas apesar disso tudo posso, após esse imenso intervalo, analisar os fatos e tentar concatenar idéias para trazer a discussão os aspectos subliminares da vida.
Nessa minha travessia pelo inócuo portei-me como rélis figurante, passei desapercebido e tornei-me parte de um cenário comum a todos os que ainda respiram nessa planeta moribundo. Despido de minha habitual soberba, escudo contra os inflamados dardos alheios e pseudo intelectualidade, corri por meios medíocres e trafegados pela maioria da população. Mas nunca relapso à minha principal missão: observar.
Sem me ausentar dessa pátria honrosa experimentei o contato com culturas alienígenas, mas não estou me refirindo aos extras mas sim aos intra-terrestres. É espantoso como a atividade laborial pode fazer com que culturas opostas por marcos geográficos, étnicos e religiosos se compreendam tão bem, sem a espectativa de uma possível degladiação.
A importância do filtro decodificador, que não se trata de um ouvido atento ou de uma parlatório lento, mas sim da moeda corrente, mostra-se vital ao entendimento entre as partes e a conclusão do ato comercial. O interesse de ambas as partes por sucesso na troca e obtenção de bens mostrou-me um fator relevante, é necessário um meio comum a todas as culturas para a boa comunicação entre as partes. A matemática simples e intensamente aplicada designa a si própria um papel de linguagem tradutória de interesses e a atenção aos numeros ganha destaque nesse paradigma.
O que intento com essa elocubração entediosa e ressaltar o valor do protagonista de toda a comunicação: o interesse. Nada se move sem que haja interesse em mover algo. Toda a criação foi executada com um único interesse, ou seja, não sejamos tolos e insensatos deduzindo que os fatos acontecem por que tem de acontecer ou por mera fatalidade. A manipulação do meio é feita por aqueles que sabem quais controles usar, e esse é o real poder abicionado por todos os grandes homens da história.
Eu busco intensamente esses controles, a sabedoria de conseguir apertar os botões certos que possam gerar o efeito que pretendo. A maquinação parece malígna, mas o fim é nobre, bem pelo menos para mim. Detestaria citar Maquiavel, mas ainda não inventou-se uma forma de chegar ao fim sem perder alguns peões.
19 de jun. de 2005
O Salvador do mundo...
A necessidade de ter respostas para tudo, de conhecer à íntimo tudo aquilo que me é passado e nunca parecer deslocado no meio das conversas apenas me levaram ao stress. Venho tratando isso através dessa escrita caricata de inteligência. Felizmente consegui um escape pacífico para toda a minha fúria e agonia cotidiana, poderia ter simplesmente entrado em um cinema e chacinado a platéia, o que esquemáticamente não parece tão ruim, "brincadeira".
O exercício da exposição e a tentativa de concatenar idéias nem sempre parece atrativo. Eu, sinceramente não sei porque isso me fascina, talvez pelo poder da fala, de apenas dizer o que quero e as pessoas ouvirem. Sei que meu público aqui não deve passar de duas ou três pessoas; nem minha mãe lê o que escrevo, ainda bem; e também não acredito que possa estar inserindo novos conceitos a vidas dos leitores, apenas estou me comunicando.
Comunicação, mesmo que desorganizada, sempre é válida. Isso não é uma afirmação pessoal, isso é o que a sociedade nos ensina. Temos músicas e expressões culturais de todos os tipos, temos o analista para nos ouvir, temos a internet para divulgar o que quisermos. Ou seja, fala quem tem boca e ouça que prestar atenção.
O meu intúito nessa atual postagem é desmistificar a idéia que eu possa estar me esforçando para ser uma espécie de guru cibernético, ou um oráculo de novas concepções. Estou aqui apenas para falar, ouve que quiser.
Isso já foi impecilho para a criação de um blog particular, não queria algo que fosse um diária, até porque meu dia-a-dia nem é interessante e muito menos queria através da internet levar a resposta para os necessitados. Estou aqui pura e simplesmente pelo exercício da retórica, e retórica absoluta. Não espero salvar o mundo nem seus passageiros, até porque o último que o fez quase terminou numa cruz se não fosse por sua divindade.
Acho que esse era para ser o primeiro texto, mas o que vale é a comunicação, mesmo que tardia!
9 de jun. de 2005
Em se plantando tudo dá
Já faz algum tempo que não me manifesto nesse meio dúbio que é esse blog, não pretendo ficar me desculpando já que nunca me comprometi a ser cotidiano nas baboseiras que escrevo aqui.
Inspiração não tem me faltado, tanta coisa acontece nesse louco mundo que é impossível reclamar de não existir assunto. Fica tudo a cargo de nossa criatividade e beneplácito discutir e fazer repercutir o que ressoa dentro dessa caixa de ossos.
O mundo gira gentilmente a todo instante e nós vivemos caçando o tempo para assistir essas voltas enebriantes do universo. Trabalhamos, recebemos, pagamos e nunca conquistamos o que mais se quer nessa vida, tempo. Queremos voltar ao passado, ou excursionar ao fulturo, mas nunca temos a sapiência de procurar o tempo no presente. E ele como aquela que já não nos ama mais, vai-se e não retorna, encontra outro e nos enche de inveja.
Está chegando o fatídico dia referente aos que se relacionam amorosamente, eu só queria ter ao meu lado o tempo. Mas estúpido que sou, quando o tinha tratei com desprezo, busquei apenas a luxúria de sua companhia, o prazer de estar as voltas com aquilo que rege tudo o que nos é conhecido. Mas como disse ele se cansou de mim, só procurei minha própria satisfação, desperdicei o tempo do tempo.
Agora que as raízes esbranquiçadas pelo desgaste nascem fico buscando os porquês dessa minha solidão. Como o operário usurpado ou a mulher mal-falada escolho outros para culpar. "Esse maldito governo", "essa merda de lugar", quando tudo o que tenho agora foi o que eu próprio trabalhei, recebi e paguei para ter.
Não quero fazer meu tempo ser mais produtivo, não quero ter mais tempo para mim, nem muito menos quero doar meu tempo. Quero, do fundo da minha não tão profunda alma, ver o tempo passar, com seus rodopios e balanço estonteante, que alegra e diverte, que entorpece e ensina, que faz-nos satisfeitos de ser e estar aqui, no hoje, no agora, sem se quer lembrar que agora já não é mais, se foi e o que vem já chegou e num instante passou.
Não sonho ser como o relógio que caminha sempre ao lado do seu mestre, aquele que o conduz nunca erra, portanto, muito menos ele. Quero errar, quero arrepender-me, ficar irritado, denominar-me idiota. "Como pude não ver isso?". Pois dessa forma faço a graça que há no viver, crio minhas experiências e posso encher essa página com idéias tão fúteis mas que reunidas explicam toda uma vida, que não se perdeu pois soube observar o tempo.
22 de mai. de 2005
"Cultura Pra Todos, Por um Bom Preço"
A mídia realmente é algo fantástico. O poder de condução da massa é comparável ao do pastor dirigindo o seu rebanho, mas com um diferencial importante: ninguém sente a "porrada" do cajado. Nessa semana se encerrou mais uma Bienal do Livro aqui no Rio. A massa compareceu em peso. Fomos ver os grandes nomes da literatural nacional e francesa, será? Com tantas palestras e sua maioria artistas da mídia televisiva eu me questiono quanto ao propósito das pessoas. Corredores lotados, estandes albarroados e preços absurdos, assim se faz um evento para todos.
Eu, como de praxe, saí de casa com um objetivo traçado: "Como Me Tornei Estúpido" de um escritor francês que não se chama Pierre. Mas como consumidor antenado, busquei na web o preço do livro. Pronto estava e esperançoso de conseguir um ótimo produto por um preço impecável. Que frustração!!! E não me venha dizer que cultura não tem preço, tem sim e não é para todos, a não ser que seja cultura espírita por apenas 3 reais.
Que maldição, pensava enquanto tentava sobreviver ao formigueiro humano e ao caos da falta de modos dos transeuntes. Estava preso aquele inferno de palavras e versos banhados a tinta. Mas como nem só de pão e livros viverá o homem, saí a busca de algo para saciar a sede. Depois de muitos esbarrões e pedidos de desculpas respondidos com ofensas cheguei a um mini-trailer montado sobre caixas e sacos de gelo e indaguei à vendedora: Por favor, quanto custa o guaraná? Sabe aqueles guaraná-naturais vendidos em copos descartaveis. Foi então que veio o golpe de Brutus, a mulher de trás de outras pessoas amotinadas, restos de plásticos e de um engradado gritou: Dois real! É claro que não estou aqui para falar de concordâncias da lingua portuguese, estou aqui para relatar o acontecimento matemático. Você entendeu? Ela disse dois reais, em produto que no dia-a-dia é cobrado sessenta centavos.
Agora vem a confissão dos pecados, não me contive frente a tamanha indignação. Além de distanciar o povo do saber e do mundo intrigante da literatural universal, 'eles' ainda tentavam matar o povo de sede. Mas o povo é perseverante, "não desiste nunca!" e compra o guaraná, não eu, eu fui beber coca-cola, mas a massa refrigerava-se satisfeita com o a bebida áurea e valorosa, e sentia-se disposta a mais um pavilhão percorrer.
Palmas para os investidores, expositores e vendedores da Bienal do Livro, eles, assim como Moisés, conseguem tirar água da pedra, ou será doce da criança?
15 de mai. de 2005
"Nunca fuja de um desafio!!!"
Como todos podem perceber fui desafiado a continuar escrevendo, isso é animador e entusiasmante, saber que alguém lê o que aqui disserto. Tenho certeza absoluta de que o que escrevo não é absoluto, me alegria mais ver pessoas tentando desenvolver idéias junto comigo. Saber que o que proponho seja certo ou errado mediante a pontos de vistas diferentes e idôneos.
Terminado o introdutório abominado volto a refletir sobre o cotidiano passageiro e momentâneo de outrora e agora, que cria em nós a sensação de estarmos imersos num mundo que não espera ter-nos como integrantes e conteúdo. A cada dia sinto mais forte que estamos no lugar errado na hora errado, e principalmente, fazendo a coisa errada. Não de acordo com o cosmos ou o "sentido das coisas", mas com relação a natureza em si. Como se "Gaya" não nos suportasse mais e precisássemos buscar em novos planetas refúgio para a revolução vindoura.
Isso gera um mal-estar e creio eu que toda essa inconsistência da raça humana, a mutação constante de ideologia, atitudes, religiões e moda, principalmente moda, apenas reflete o total em nossa insignificância carnal. Eu digo moda, não querendo apenas tratar de vestuário, mas de modismo e atitudes comunitárias, pois creio eu ser essa a maior expressão da sociedade contemporânea, sua 'moda'. As 'tribos', esses agrupamentos de iguais que não se repelem e buscam uns nos outros formas de afirmação como indivíduos, mas apenas se destacando como grupo se torna hoje a 'moda' do momento.
Terminado o introdutório abominado volto a refletir sobre o cotidiano passageiro e momentâneo de outrora e agora, que cria em nós a sensação de estarmos imersos num mundo que não espera ter-nos como integrantes e conteúdo. A cada dia sinto mais forte que estamos no lugar errado na hora errado, e principalmente, fazendo a coisa errada. Não de acordo com o cosmos ou o "sentido das coisas", mas com relação a natureza em si. Como se "Gaya" não nos suportasse mais e precisássemos buscar em novos planetas refúgio para a revolução vindoura.
Isso gera um mal-estar e creio eu que toda essa inconsistência da raça humana, a mutação constante de ideologia, atitudes, religiões e moda, principalmente moda, apenas reflete o total em nossa insignificância carnal. Eu digo moda, não querendo apenas tratar de vestuário, mas de modismo e atitudes comunitárias, pois creio eu ser essa a maior expressão da sociedade contemporânea, sua 'moda'. As 'tribos', esses agrupamentos de iguais que não se repelem e buscam uns nos outros formas de afirmação como indivíduos, mas apenas se destacando como grupo se torna hoje a 'moda' do momento.
Não critico, nem julgo mal, na realidade até prefiro pois devido a minha função no meio comercial sou favorecido pela segmentação social dos gostos e vontades desses potenciais consumidores. Torna-se mais fácil atender ao desejo do comprador quando se conhece a sua mentalidade.
Por isso fecho esse prólogo fragmentado de idéias etéreas e absurdas citando: "Dividir para conquistar!" - Julio Cesar.
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