28 de ago. de 2007

Enquanto autoro dvds

As vezes o que mais queremos é que o tempo passe rápido, mas pra mim, ultimamente, isso acontece sem muito esforço. Dias, semanas, meses e anos passam tão rápido que ao término me vem aquela pergunta: "O que fiz com meu tempo?". De qualquer forma nunca obtenho uma resposta satisfatória. Continuo achando que desperdiço, que me falta, que não tenho esse tão valioso artefato de nossas vidas. Daí eu pensei em reclamar, em começar criticar a "maquina", o "sistema", o "estado", o "meio", mas no fim das contas a escolha é minha, fica muito fácil transportar a culpa para outros e isentar-me de tomar posições e atitudes para evoluir. Então decidi fazer o seguinte: Enquanto autoro dvds posso escrever no blog. Só espero ter assunto suficiente pois a mente anda vagarosa ultimamente e as sinapses que dantes foram tão forte e contínuas agora não passam de fagulhas dispersas que me fazem concluir que meu tempo acabou, e o dvd está pronto!

14 de jun. de 2007

Eu odeio muito tudo isso!

Ficam cada vez mais claras as respostas que a vida dá àquelas perguntas que norteim nosso errante caminho neste planeta. Certas pessoas que apareceram como soluções em alguns momentos, agora surgem apenas para confundir e desviar-me dos caminhos que escolhi traçar. Decepções não me decepcionam mais, é mais certo elas aparecerem que o sol raiar todas as manhãs. Não queria reclamar, mas vou reclamar, não da vida, não da conjuntura, não do governo, muito menos das pessoas, mas vou reclamar do tempo, de mim e dessa relação medíocre que levamos ao longo desses anos.
Vejo isso tudo como se o tempo fosse aquele estelionatário, fraudador, que me promete mundos e fundos e no fim acaba escapulindo por brechas que eu mesmo criei, achando estar aproveitando o tempo.
Sintético é meu sobrenome agora, pois já não tenho mais tempo de pensar sobre o que fazer com meu tempo, só faço o que o tempo pensa pra minha vida.

2 de abr. de 2007

Do Caos ao Caos... eu quero sair daqui

Há muito tempo venho fazendo isso, e pelo visto continuarei a fazer, contestando o time e sua maliciosa personalidade e escuso serviço. Daqui de onde estou, cravado nesse recinto até que as trombetas do término de mais um expediente vibrem , o tempo parece nos envolver em seu tragicômico método de trabalho. O processo metodológico que Chronos desenvolveu para com que as coisas tivessem animação as vezes parece falhar. Olho para os objetos, para a tela dessa máquina obesa, para as pessoas ao meu redor, e tudo parece igual a 6 horas atrás. Esse abominável meio que esboça pequenos movimentos, as vezes peristálticos, as vezes coloidais, continua a girar e as únicas que se transformam são os esforços exauridos que antecedem o cansaço do fim do dia.
Como fazer para o dia passar mais rápido é uma das questões que me vem a mente quando estou enfurnado nesse prozaico recinto de criação corporativa. Creio que apenas negar que existem as horas e que tudo o que faço me faz gastar este tempo, transforma o passar do dia em uma jornada ainda maior. Com a mente vazia e com obrigações pífias destino meu cérebro a concatenar pensamentos sobre fatores os quais não tenho controle, o que faz sentir-me fraco e deprimido. Minha soberba se vê maculada com a pequenez de minha existência neste universo que não precisa de meu trabalho para mover-se.
Enfim fico feliz ao saber que tenho menos uma responsabilidade, nunca quiz ser motor de nada, muito menos de vidas senão a minha.

11 de dez. de 2006

Totalmente relaxado, mas não desleixado...

Toda aquela ânsia e vontade de saber o que acontecerá amanhã simplesmente se esvaiu. Como um calmante potente essa paz que agora me guarda traz-me de volta às coisas simples. É algo um tanto dificultoso de ser explicado mas que me alegra em tentar passar-lhe a receita. Sempre fui em busca de verdades, em pensamentos alheios ou em meus próprios. Mas o que acontece é que a verdade anda ao lado, quase que gritando aos nossos ouvidos para que à ela seja dada atenção. Ela é tão expressiva que o mundo inteiro foi mudado por seus atos, sobrepondo barreiras e fronteiras. E é antigo, tanto quanto a memória escrita de seus acontecimentos, apenas não lhe damos ouvidos por acharmos tudo muito simplório, abstrato e inconciso. O que pode ser mais conciso que a paz interior? Aquilo que sentimos é a maior verdade, tentar racionalizar as coisas nada mais é que temer as mudanças que possamos atravessar sem plano algum. Viajar sem mapa, percorrer estrada apenas porque assim nos foi mandado, isso pode parecer insensatez, mas a paz que isso nos traz, saber que existe alguém, mais capaz do que nós mesmos, e que esse alguém se importa com o que penso e o que desejo, isso é a verdadeira paz.
Lembra quando era criança e não precisava se preocupar com as coisas necessárias a vida, seus pais lhe proviam com o que necessitasse ou com o que desejasse, apenas para agradá-lo, para fazer com o seu sorriso ficasse cada vez maior e brilhante, é dessa paz que estou falando. Nos dias de hoje, confiar em alguém está cada vez mais dificil, ainda mais depender de alguém. Mas quando se entende que desse alguém e necessário depender, e que Ele nunca vai te abandonar, a paz invade.
Espero parecer o mais insensato e louco para quem lê, mas guardo também a esperança que a sua curiosidade o faça vir atrás dessa paz que a todos é disponibilizada.

7 de dez. de 2006

Não é meu normal, mas vamos lá!

Não costumo fazer isso, tento sempre parecer o mais recluso e distante possível da realidade cotidiana da vida que todos nós levamos, mas eu também sou um ser humano, apesar da linguagem alienígena. Nesta semana, assisti pela primeira vez ao filme Diários de Motocicleta, e fiquei deslumbrado com a beleza da fotografia, da montagem e do roteiro do filme. É de tirar o fôlego todas aquelas paisagens andinas, principalmente dos takes executados em Machu Picchu.
Mas como sempre fui, e espero continuar sendo, crítico ao extremo, me entristeceu que a motocicleta não chegue ao meio do drama, afinal era uma Norton. Mas retomando ao que considerei importante, é impressionante a forma como é exibida a evolução da mente de Ernesto Guevara, não sendo ele ainda o "Che". Foi algo admirável o uso da narrativa que se baseia em um jovem comum, com sonhos comuns(vontade de conhecer o mundo, ver coisas diferentes, estar onde os pais não estiveram), mas que com o passar das situação e através das revelações, principalmente as percebidas durante sua passagem pelo Peru, que o mundo não era algo tão belo quanto ele mesmo tinha notícia.
O que me fascina é como a vontade de mudar o mundo tomou a mente de Guevara. Era algo que ele já tinha dentro de si quando criança, afinal todo médico, ao menos no início, pensa em sê-lo para ajudar ao próximo, mas que em vista às necessidades dos povos andinos foi incendiando a consciência dele. Pensar no outro, pensar na comunidade, pensar nos povos, o esquecimento do eu parece ser algo impossível para mentes moldadas por marketing e publicidade como a minha. Dane-se o outro, eu quero isso, é a frase mais corriqueira nas mentes imperializadas. Eu mesmo não escapei dessa linha de montagem, posso parecer o mais reacionário mas ainda guardo dentro de mim a vontade do consumo e de possuir objetos, coisas e até pessoas.
Que seja isso algo natural, mas que vai sendo exacerbado ao longo de natais ninguém pode dizer que não. Filantropia nos últimos dias não passa de limpeza mental, ou de uma forma de pagar menos impostos, ou ainda de uma manipulação da massa necessitada, como o que vemos nesses "Centros Comunitários" criados por candidatos a políticos ou outros crápulas.
Mesmo que não cheguemos a patamares de Ernesto "Che" Guevara, que hoje é idolatrado como Cristo, mas que possamos lembra que dentro de cada um existe a vontade de ajudar o próximo. Não há como o Brasil ser um país melhor se não houver equilibrio entre as classes, não quero dizer que devemos ser todos iguais, até porque aqui isso é impossível, digo que precisamos de uma sociedade onde os mais pobres não sejam explorados a ponto de se revoltarem e atacarem as outras classes por não visualizar outra saída.
Sociedade justa não é uma sociedade igualitária, e sim uma sociedade onde a indignação na subjulgue o respeito, tanto pelos outros quanto pela lei.

1 de dez. de 2006

Essa vida é uma graça, apesar das desgraças

Aquele velho jargão de que o mundo dá voltas nunca foi tão verdadeiro como agora. Pensamentos e convicções que possuia a certo tempo, e por causa desse tempo foram esquecido, ou mesmo deixados para trás voltam agora como verdades absolutas e inexoráveis. Não que estivesse certo naquele momento, estava era completamente errado, pois tinha a resposta para uma pergunta que ainda não havia sido perguntada.
A ansiedade sempre chega antes, é como se ela fosse metrô e eu de ônibus. O trânsito, ou seja, todas as variáveis que não nos permitem pensar com clareza, fazem com quem o bom discernimento e a sabedoria se atrasem para o encontro com o cérebro. É por isso que todo mundo fica mais sábio quando velho, a sabedoria e o discernimento já conhecem o percurso, e por isso saem mais cedo.
Pensar que estou certo é errado, aliás, mais que errado, é estupido. Como poderia estar certo se nem ao menos conheço tal verdade. Eu na verdade acredito que o certo existe, mas não aqui. Ele é de outro lugar, um lugar onde as ações são julgadas de forma diferente, e pesam em suas consequências de formas diferentes também. Não sei nem se estou certo disso, mas acho que o certo mesmo é tentar não errar, mesmo que não acerte.
Mas tudo bem, tem sido prazeroso percorrer o caminho até aqui, olhando pelos olhos de quem vê da platéia, acho que não tenho do que reclamar. Comecei esse jogo com boas cartas, talvez não muitos trunfos nem muitos pontos, mas dá pra chegar a rodada final com algum crédito na banca.
Quando penso como terceiro vejo que se reclamasse seria injusto, seria totalmente errado, e disso estou certo, ainda discordando de mim mesmo.

25 de nov. de 2006

Adrenalina é o que mais quero!

De tanto tentar fazer algo diferente acabo fazendo o mesmo de sempre, apenas tentando. Que persiste sempre alcança, bem, nem sempre, quase nunca, detesto os persistentes, são pessoas irritantes, que confundem chateação com gana. Mas continuo aqui, persistindo em chatear os já irritados que por aqui passam com gana por algo novo. De novo aqui só o fato do Blogger agora ser do Google, se é que isso é novidade, peixe grande engole peixe menor, mas parece a orgia que Darwin costuma chamar de evolução.
Nessa minha busca incessante pelo novo me deparo várias vezes com o stress, ou estafa, ou situações que me levam a buscar entendimento pós-fato. O que todos querem é uma vida cheia de hormônios que os deixem drogados de felicidade e sorrisos largos. Endorfina, adrenalina, serotonina e essas coisas que fazem o cérebro entrar em estado de nirvana química. E claro, é o que eu mais quero também. Drogas fazem mal a saúde, mas essas que o seu próprio organismo produz só fazem mal para o seu bom senso. A caçada por sensações e situações prazerosas nos motivam a percorrer os mais perniciosos e melindrosos caminhos. É basicamente a mesma idéia de ter de trabalhar para ganhar dinheiro, para comprar algo, para usufruir desse algo, mas no meio disso nos pegamos sem o tempo necessário para que esse algo dê-nos algum prazer.
O melhor investimento que podemos fazer é investir em pessoas, aquelas as quais ajudamos, ou aconselhamos, ou amamos, ou idolatramos, ou apenas as temos perto para argumentarmos sobre o que comer no almoço ou que filme alugar na videoteca. O importante é ter alguém para dividir todos os derivados desses hormônios e fazer com que ela se sinta tão extasiada quanto nós mesmos, e no final decidida a fazer parte desse grande cartel de comércio de sensações pitorescas, os quais guardamos na memória e que em um futuro distante iremos hipervalorizá-los achando que foram os pontos altos de uma vida estroboscópica.

9 de out. de 2006

Inconstância de devaneios parassintéticos.

Olhando daqui tudo parece repentinamente estagnado. O carroussel parou de girar e todos saíram para buscar novas experiências. A vida continua e começa uma nova etapa, ainda lenta e contida, mas é assim mesmo. As perspectivas são tantas que os sonhos se tornam cada vez mais fantasiosos e deslumbrantes. Sonhos ultramarinos, empreendedores e sempre, com certeza sempre, bem sucedidos e de glórias. Claro que no mundo onírico tudo é mais belo, pois o caos, assim como o consciente, deitaram para descansar. Mas não os reprimo, nem os racionalizo. Sonhos são sonhos, e quanto mais estuporantes forem em relação a realidade mais me alegro em tê-los. Creio que a verbalização deste é que os fazem desmoronar por terra. A razão não consegue realizar com clareza todo o necessário para que a máquina funcione conforme o previsto em estado de dopor. Os parâmetros da vida real definem barreiras para que tudo seja diferente, as coisas se moldam de acordo com o caos terreno e tudo se mostra ser mais distante do que aquilo que chega aos olhos da mente no exílio mental.
Mas nada ainda me faz desanimar, a motivação que tenho dentro do peito me leva a experiências as quais me arrependeria no futuro de não tê-las cometido. Tudo faz parte do aprendizado, e nessa escola aprendemos mais quando erramos. Mas o fim é sempre o mesmo, o sucesso espera os esforçados e ao justo destinado está a glória. Claro que isso se o bom Deus, cheio da graça celestial permitir.

31 de jul. de 2006

Essa Minha Vida Obtusa... .. .

É estranho tentar visualiar o futuro nessa perspectiva que me encontro. Todos caminhos parecem feitos com curvas de 90 graus. O meu ponto de fuga fugiu de mim e me encontro a cada dia com paradoxos e decisões que torna essa experiência assustadora e prazerosa. O intento de criar estrutura para um vindouro e bem sucedido descansar da mente consomem-me e fadigam meu paupérrimo intelecto já morimbundo. As vezes temo falar pois, como o andarilho errante, desconheço meu paradeiro. Sem rumo, sem rota, sem objetivo fixo, só idéias que passam adiante meu olhos e me apetiscam o pensamento. Preciso de uma âncora para não encalhar na enseada, mas nada tão pesado que me impeça de continuar minha navegação, principalmente de aportar em novos lugares, nunca dantes visitados por devaneios perdidos. Tudo parece mais simples a noite, quando a pouca luz diminui a visão consigo me concentrar em coisas que me rodeiam a pouca distância. É estranho como nessa ora me vêm essas reflexões sobre as perguntas que me assolaram durante o período diurno. Tão estranho quanto este relato é que pressionando esses botões calejados e empoeirados me sinto mais perto de meu alvo, mesmo ainda desconhecendo o que quero. Quero ter riqueza para ter bens, quero ter bens para aproveitar, quero aproveitar e relaxar, o que me retorna ao paradoxo de ter de trabalhar para descansar, ou seja fadigar o corpo e a mente para que tenham descanso. Sinto-me como num ciclo vicioso onde preciso fazer o que não quero para não fazê-lo. Ainda que inconciso e obtuso este ponto que concluo espero tê-lo deixado tão confuso quanto estou agora, já que viajar sozinha nunca foi bom para ninguém. "Tão perto do que quero, tão longe de mim mesmo!"

8 de abr. de 2006

Não é tão simples assim

Em volta à projeto final, trabalho de freela, e minhas próprias turbulências mentais, encontro nesse blog alguém em quem descontar minhas exacerbações. Noites de insônia e prospecções para o futuro me afligem quando me deito. Minha agenda mental é revisada quando encosto a cabeça no travesseiro, me viro de um lado ao outro da cama editando minhas feitorias para o dia seguinte. Mas acho que isso é normal, todo mundo é estressado e ansioso. Como estou a desembarcar desta parte de minha jornada, nada mais natural de que viver a cada instante a expectativa de um novo começo, seja ele qual for.
As vezes, quando olho para o lado, parece que todos tem seus planos concisos e esquematizados, enquanto eu fico à deriva de meus próprio devaneios, anseios e sonhos. Sonho com coisas impossíveis, isso desde criança, mas não me importo. Seria comum de mais para um candidato a louco como eu ter os mesmo sonhos de todos. Quando as pessoas amadurecem elas se definem como frustradas, deixam de lado seus sonhos infantis, eu não. Ainda quero voar, ser o aquamen, combater o crime e ter o batmóvel. Se isso parece ou é impossível... who cares! Pelo menos dentro da minha caixa de pandora cefálica eu continuo a almejar as coisas que me trouxeram a este ponto. Constancia e estabilidade nunca foram qualidades minhas, procuro mostrar-me do jeito que sou, a maioria acha louco, maluco, no mínimo anormal, mas como já disse Freud, somos todos loucos, cada um com sua neurose, psicose e obsessão.
Nada é tão simples a ponto de ser nomeado e ficar na história com apenas um característica, tudo é mutável e etéreo até quando chega alguém e lhe toma a imaginação.