A vida dá voltas, disso eu sei, todos sabem. Porém, a vida começa a morrer quando suas voltas retornam pro mesmo ponto. A repetição das ocasiões na verdade não passam de nada além da nossa incapacidade de perceber mais. Nossa compreensão é limitada e nossa visão muito reduzida. Não notamos detalhes e pequenezas que dão o brilho à vida. Nossos olhos facilmente se turvam diante a problemas, aos nossos problemas, e deixam de enxergar a beleza que há nas caóticas voltas que a vida dá.
Sentimo-nos como num carrossel, girando sempre no mesmo eixo, repetindo paisagens, cores e rostos. Quando na verdade, milhões de novidades se reproduzem ao nosso redor. Mas a velocidade que tocamos a vida e a inabilidade de congelar os momentos transformam tudo em um multicolorido borrão. A aventura começa quando tentamos sair do carrossel, apreciar as coisas mais de perto, estar mais próximo da beleza cotidiana, das mais comuns situações, as quais geralmente não damos valor nem atenção.
Por isso eu peço que pare, pare por favor. Eu preciso descer. Eu preciso sair. Desse passeio eu não quero mais, não mais.
Caminhando e cantando, esqueci a canção, tentei lembrar, pensei que esqueço o que sempre me faz falta, pretendo escrever para não esquecer, ou apenas para esvaziar a mente, abrindo espaço para novos esquecimentos.
29 de jan. de 2013
12 de jun. de 2011
Um ano depois...
Já se passaram 12 meses da minha última postagem nesse emaranhado de elucubrações desmedidas. Me sinto um tanto perdido e desabituado ao exercício de sequenciar pensamentos e narrá-los de forma inteligível. Como tudo nesta minha vida, a falta da prática leva a perfeição, e não à perfeição. A minha avidez quanto a dominar o tempo eu já perdi. Entendo agora que o tempo não pode ser dominado e, à medida que o tempo vai, a minha vontade de entender e controlar os acontecimentos se desvanece. Não tenho mais motivos para arguir com Chronos. Aceito sua ditadura e os castigos aos quais fui condenado. Vivo melhor assim.
Chegou pra mim aquela estação onde finalmente compreendo que os problemas do mundo estão em mim. Tudo aquilo que me incomoda e distancia-me da felicidade, nada mais é que distorções criadas por mim mesmo nas minhas percepções da realidade. Sentimentos, sonhos, vontades e anseios apenas manifestam a minha angústia em tornar real o que pressuponho que seja o melhor. Mas ainda sim, já possuo previamente o entendimento de que o que quer que seja concretizado não será suficiente. A minha realidade está longe da perfeição que desenvolvo em meus planos. Tudo aquilo que converto da abstração para este meio físico e palpável não atinge as minhas expectativas. Mas isso não me incomoda.
Não intento parecer desacredito ou desconfiante, mas acho que o quanto mais real forem as minhas ambições mais conseguirei alcançar. É aquela velha história de que degraus baixos são mais fáceis de galgar. Sei que essa atitude me deixa cada vez mais próximo da mediocridade que permeia a maioria das vidas neste planeta, e isso é particularmente algo que a quinze anos atrás me deixaria furioso e possesso. Mas isso não me afeta mais. Esta vida é muito curta para eu me deixar levar por uma fantasia de criar um legado nesta terra, sendo que quando morrer nada mais serei do que parte integrante da mesma.
Eu admirava os grandes filósofos e pensadores que deixaram fincados em nossa cultura suas ideias e aspirações, mas não mais. Tendo em vista o que se é feito com tais conceitos e teses, não tenho a menor vontade de criar e deixar algo para este mundo, já que sei que o mesmo apenas o usurpará e o distorcerá ao seu bel prazer. Vide o conceito da Democracia e que dela é feito nos dias de hoje. Se o povo escolhe seus governantes e representantes, este mesmo povo não deve passar de um velho masoquista que se vangloria de suas dores. Mas isso é outra história, para outro post, numa outra madrugada de cabeça cheia e conceitos vazios. Gute nacht!
Chegou pra mim aquela estação onde finalmente compreendo que os problemas do mundo estão em mim. Tudo aquilo que me incomoda e distancia-me da felicidade, nada mais é que distorções criadas por mim mesmo nas minhas percepções da realidade. Sentimentos, sonhos, vontades e anseios apenas manifestam a minha angústia em tornar real o que pressuponho que seja o melhor. Mas ainda sim, já possuo previamente o entendimento de que o que quer que seja concretizado não será suficiente. A minha realidade está longe da perfeição que desenvolvo em meus planos. Tudo aquilo que converto da abstração para este meio físico e palpável não atinge as minhas expectativas. Mas isso não me incomoda.
Não intento parecer desacredito ou desconfiante, mas acho que o quanto mais real forem as minhas ambições mais conseguirei alcançar. É aquela velha história de que degraus baixos são mais fáceis de galgar. Sei que essa atitude me deixa cada vez mais próximo da mediocridade que permeia a maioria das vidas neste planeta, e isso é particularmente algo que a quinze anos atrás me deixaria furioso e possesso. Mas isso não me afeta mais. Esta vida é muito curta para eu me deixar levar por uma fantasia de criar um legado nesta terra, sendo que quando morrer nada mais serei do que parte integrante da mesma.
Eu admirava os grandes filósofos e pensadores que deixaram fincados em nossa cultura suas ideias e aspirações, mas não mais. Tendo em vista o que se é feito com tais conceitos e teses, não tenho a menor vontade de criar e deixar algo para este mundo, já que sei que o mesmo apenas o usurpará e o distorcerá ao seu bel prazer. Vide o conceito da Democracia e que dela é feito nos dias de hoje. Se o povo escolhe seus governantes e representantes, este mesmo povo não deve passar de um velho masoquista que se vangloria de suas dores. Mas isso é outra história, para outro post, numa outra madrugada de cabeça cheia e conceitos vazios. Gute nacht!
20 de jun. de 2010
Serei eu o próximo grande literata universal?
Eu queria ter mais criatividade e destreza pra escrever mais vezes nesse blog. O que na realidade não me impede de escrever já que ninguém lê esse obtuso, adoro a palavra obtuso, e decadente espaço pseudoliterario. Bom, Saramago morreu, acredito então que chegou a minha vez de preencher esse lapso que se formou no universo de pensadores inconcisos mas retumbantes. Preciso apenas definir meu estilo, elocubrar sobre coisas que ninguém entende e mostrar a humanidade o quão suja, vil e mesquinha ela se faz. Preciso desvendar para o mundo a minha habilidade de concatenar ideias que são completamente parodoxais e ridículas, mas que na conjuntura atual de nossa sociedade atual se constituem nos maiores pilares filosóficos em que estão embasadas a nossa moral e cultura.
Tomemos com foco de discussão os filmes categorizados como "Comedia Romantica", que na minha perspectiva são as versões em longa metragem das novelas brasileiras trazidas a vida por Hollywood. A trama sempre se define em duas pessoas, geralmente de sexos opostos, mas não por muito tempo, que tem uma enorme incapacidade de se comunicarem com o outro e consigo mesmas. Tais personagens sempre sofrem de uma grande falta de confiança e postura, revelando uma enorme baixa auto-estima, que os consomem e os tornam miseráveis. Essa construção teatral cria um laço tão forte de identificação com a platéia que as pessoas tomam essas historias como testemunhos e abstraem completamente a ideia dessa trama ser fictícia.
O que mais me impressiona e o clichê, após 2 minutos de filme você sabe como ele vai acabar, sabe que na metade alguma coisa muito triste vai acontecer, geralmente morre o personagem mais dócil mas que ninguém quer ser. E claro, por fim, tudo se resolve num grande beijo, filmado em pelo menos 3 câmeras, que começa com um big close na mulher(por enquanto) e termina num zoom out para plano geral.
Mas o que mais dói nisso tudo sempre será a trilha sonora. Sempre uma música pop com instrumentalização acústica de piano ou violão de cordas de nylon, entoada por uma voz jovial e backing vocals etéreos. Não cabe os clássicos de Sinatra ou Bennett nesse estilo cinematográfico, seria muita informação para um publico não tão esclarecido.
Por fim, ficamos com uma audiência feminina comovida e esperançosa de ter na vida o que viu na tela e seus pares ou cônjuges desejando ter assistido a um outro filme de ação qualquer.
Após ler o que escrevi surgiu no meu peito uma enorme saudade de Saramago, apesar de discordar de seu ateísmo, sua sagacidade e ríspida definição do homem farão falta a este mundo cego.
Tomemos com foco de discussão os filmes categorizados como "Comedia Romantica", que na minha perspectiva são as versões em longa metragem das novelas brasileiras trazidas a vida por Hollywood. A trama sempre se define em duas pessoas, geralmente de sexos opostos, mas não por muito tempo, que tem uma enorme incapacidade de se comunicarem com o outro e consigo mesmas. Tais personagens sempre sofrem de uma grande falta de confiança e postura, revelando uma enorme baixa auto-estima, que os consomem e os tornam miseráveis. Essa construção teatral cria um laço tão forte de identificação com a platéia que as pessoas tomam essas historias como testemunhos e abstraem completamente a ideia dessa trama ser fictícia.
O que mais me impressiona e o clichê, após 2 minutos de filme você sabe como ele vai acabar, sabe que na metade alguma coisa muito triste vai acontecer, geralmente morre o personagem mais dócil mas que ninguém quer ser. E claro, por fim, tudo se resolve num grande beijo, filmado em pelo menos 3 câmeras, que começa com um big close na mulher(por enquanto) e termina num zoom out para plano geral.
Mas o que mais dói nisso tudo sempre será a trilha sonora. Sempre uma música pop com instrumentalização acústica de piano ou violão de cordas de nylon, entoada por uma voz jovial e backing vocals etéreos. Não cabe os clássicos de Sinatra ou Bennett nesse estilo cinematográfico, seria muita informação para um publico não tão esclarecido.
Por fim, ficamos com uma audiência feminina comovida e esperançosa de ter na vida o que viu na tela e seus pares ou cônjuges desejando ter assistido a um outro filme de ação qualquer.
Após ler o que escrevi surgiu no meu peito uma enorme saudade de Saramago, apesar de discordar de seu ateísmo, sua sagacidade e ríspida definição do homem farão falta a este mundo cego.
14 de mai. de 2010
Pressagios de um vindouro futuro muito obliquo
Um tanto estranho e hoje chegar a conclusão de que aquilo do qual eu tanto reclamei ja não existe mais. A cronocracia que antes vivia nos dias atuais se revela branda e esguia. Com o indulto empregadicio me desvencilhei de uma serie de parametros burgueses que tornavam meu cotidiano uma eterna busca por objetivos corporativos que por ultimo vinham se traduzindo em devaneios de um microtirano desvairado.
Hoje o tempo não me tem mais, não me possui, e o controle do tempo, de seu ou uso ou apenas o descaso com o mesmo esta nas minhas mãos. Como escreveu o grande Stan Lee: "Com grandes poderes surgem grandes oportunidades", e desses meus novos poderes ainda desconheço tais responsabilidades, mesmo sabem que no futuro estas me sobrevirao e cobrarão o meu debito. Mas a alegria de viver o dia, a experiência cotidiana de administrar um microcosmos de 24 horas me traz uma paz e meu tranquilidade que há muito eu ambicionava.
Como já havia dito o mais sábio de todos os homens, ate porque Ele mesmo não foi apenas homem: "Basta a cada dia o seu mal".
Ainda assim faço planos, gosto de fazê-los, mas preciso aprender a parar de anuncia-los com tanto entusiasmo se na verdade eu mesmo estou disposto a diariamente modifica-los.
Hoje o tempo não me tem mais, não me possui, e o controle do tempo, de seu ou uso ou apenas o descaso com o mesmo esta nas minhas mãos. Como escreveu o grande Stan Lee: "Com grandes poderes surgem grandes oportunidades", e desses meus novos poderes ainda desconheço tais responsabilidades, mesmo sabem que no futuro estas me sobrevirao e cobrarão o meu debito. Mas a alegria de viver o dia, a experiência cotidiana de administrar um microcosmos de 24 horas me traz uma paz e meu tranquilidade que há muito eu ambicionava.
Como já havia dito o mais sábio de todos os homens, ate porque Ele mesmo não foi apenas homem: "Basta a cada dia o seu mal".
Ainda assim faço planos, gosto de fazê-los, mas preciso aprender a parar de anuncia-los com tanto entusiasmo se na verdade eu mesmo estou disposto a diariamente modifica-los.
24 de jan. de 2009
3:16 AM
Em meio a melancolia que me abate, sorrisos por lembranças alegres transformam meu semblante, antes opaco e amargurado. A vida é boa, pena que eu decido não vive-la, o peso de arcar com minhas escolhas agora cai sobre meu ombros. É difícil não ter desculpas e alguém para culpar, afinal toda a independência que busquei com tanto afinco nada mais me trouxe que solidão. Não tenho conclusão ou alguma reflexão perspicaz a cerca dessa minha situação apenas sei, e disso sei e não acho, que velhos laços me atam o coração, me fazendo permanecer triste e sorridente.
12 de jan. de 2009
Vapor nocivo de pensamentos alheios
Definitivamente qualquer palavrório desenfreado há de desencadear algo trágico. Por demasiado falar e ínfimo ouvir as vezes me perco nas minhas palavras, atinjo pessoas que nunca quiz fazer mal. Não tenho como me retratar e muito menos culpar meu intelecto naive. As escolhas que faço, desde o momento da primeira sinapse até a articulação de meus músculos faciais me condenam por minhas palavras expurgadas ao léo sem discernimento e soltas na obscuridade de meus pensamentos conscientes ou não. Esta alma que carrego se encontra submersa em teorias dantescas sobre ela mesma, e por refração, as conjecturas que afirmo e julgo serem as reais nada mais são do que o grosso líquido, espesso e turvo, que envolve as concatenações que monto a partir do que vejo e sinto. O que me vem aos olhos é fácil julgar, não costumo me enganar por beleza e brilho, mas o que sinto realmente não entendo, acho que é um campo de batalha onde fico sempre no meio, nunca sabendo qual lado combater. Dessa forma sou sempre o primeiro a cair, nunca um mártir, nunca lembrado, apenas mais uma casualidade na guerra incessante que acontece dentro desta cabeça enevoada e de marés inconcisas.
6 de jan. de 2009
Ócio monocromático e seus amigos multicoloridos
Mas eu ano se faz presente e a consciência plena do entendimento de meu papel nesse mundo ainda não chegou. Fazer o que? Paciência. No retorno à minha atividades rotineiras, aquelas que esvaziam a minha mente com o fluxo desvairados de demandas anônimas mas dirigidas a minha sala, também ainda não se iniciaram. Que bom, pois na velocidade sináptica que me encontro nesses novos dias de janeiro espantaria-me ter de realizar algo de peso.
Como acabamos de atravessar por mais um reveillon seria inconstância do meu caráter não comentar as derivações temporais ocasionadas por tal fato. Na realidade a única coisa que foi alterada é a data. A grafia que não consegue expressar em si própria toda a importância que o tempo merece. Nos minutos que antecedem esta passagem nossos corações se enchem de esperança e agonia, desejando que este novo número traga-nos os pedidos feitos com os olhos fechados. Fazemos promessas, usamos de artimanhas supersticiosas no intúito de alcançarmos nos objetivos. Mas no fim, isso tudo, até mesmo a reflexão póstuma, não passa de perda de tempo. Tempo esse que não se conta em horas, em minutos ou em anos, mas sim em fôlego, em olhares e principalmente em sorrisos.
Sorrisos definitivamente marcam minha vida, risadas brandas ou abertas, entreolhares desprovidos de intensão mas sempre buscando algo no outro, com essas ferramentas conto meu tempo e no acumulo que a vida me provem espero chegar ao fim com bastante tempo para pensar.
14 de nov. de 2008
O Derradeiro e Fatídico Dia da Alegria - para Andrea
Chega um dia que não tem como escapar, você se esforça, desvia o caminho, luta com seu próprio eu, mas não adianta, a alegria te pega. Uma sensação de nostalgia por coisas que ainda vão acontecer, onde toda a melancolia fica presa em um canto da mente que nesse instante torna-se inacessível. Você transborda, fica com aquele semblante irritante a todos aqueles que estão a sua volta e não compartilham de sua exuberância de serotonina. O que pra você pouco importa, o grau de alegria é tão alto que o baixo astral e angústia do próximo não te afetam de maneira alguma. Deve-se apreciar este momento, raro e fragmentado em nossa existência, motivação de vidas inteiras e por muitas vezes alcançadas por poucos. Nesse estado de espírito é possível relavar as dificuldades e contemplar soluções que, de onde se estava , eram escondidas pelo horizonte. Seja feliz nestas novas etapas e busque entender as opções que se abrem. Pois o futuro sempre planeja coisas boas para aqueles que planejam o futuro.
29 de jul. de 2008
Full Head Special Tricks!
Não estou aqui para ficar divagando sobre o infindável porem escasso tempo que tenho, mas apenas pra esvaziar os meus neurônios desta carga inexorável negativa de elétrons que, por mais que nunca pertinente a realidade, giram em torno da minha existência ou do que acredito ser a minha manifestação neste paralelo.
O grande insight que tive nos últimos dias revela-se cotidianamente mais correto, estou cansado. No auge da minha vida terrena, com esse quarto de século viajado, com léguas e léguas percorridas e uma intangível qualidade de companheiros de jornadas, palmas para todos aqueles que atravessaram meu caminho, declaro que meus joelhos tremem diante do horizonte que mostra-se deitado, imóvel e inatingível. Óbvio que não trato do aparato que me traz mobilidade através de contrações muscalares, mas sim da tracionante sensação que faz minha mente executar funções que antes eram prazerosas e enebriantes.
A perplexidade de minha criativadade assustaria qualquer observador mais íntimo, pois os que comigo compartilharam por mais tempo meu empoirado trajeto, saberiam que o este que dispara verbetes sem sentido neste momento já foi uma pensador mais perspicaz.
De certo que substâncias me faltam, e que os maltratos que a mim mesmo incuti hoje despertam as sequelas que agora apresento. Mas, ainda que possa parecer discurso de coitado, tenho plena certeza que meu cansaço provém das incursões rotineiras no imaginário laboral próprio.
A busca por novas fronteiras, a qual antes motivavam minha massa cinzenta ao postar-se ativa e exuberante, hoje estão cada vez mais distantes e inócuas. Tenho sido arrastado pelo cotidiano produtivo de minha posição no eixo industrial a tornar medíocre meus raciocínios e objetos de minha mãos.
Isto me entristece, mas não por muito tempo, pois posso afirmar que o equinócio de uma nova primavera se aproxima, obvio que não elocubro sobre o rotacionar do planeta, mas sim de uma nova era na qual a minha posição no meu micro-universo revelar-se-a resplandecente para uma nova jornada.
A ruptura a que me proponho parece-me no momento árdua, no entanto conto com a ignobilidade sentimental para alcançar meu objetivo, este traçado ao custo de alguns minutos de insônia que têm me assolado faz alguns meses.
Aos que ficam, desejo-lhes sorte, sucesso e momentos doces, sempre grato por tê-los comigo nessa etapa tão reveladora. Não sou decerto um pensador concatenado mas acredito que minha dialética tem ajudado-me a retirar deste fardo um pouco de conhecimento para aplicações futuras, esperando sempre que os juros deste investimento rendam, afim de tornar-me rico desse saber que é preciso para viver.
O grande insight que tive nos últimos dias revela-se cotidianamente mais correto, estou cansado. No auge da minha vida terrena, com esse quarto de século viajado, com léguas e léguas percorridas e uma intangível qualidade de companheiros de jornadas, palmas para todos aqueles que atravessaram meu caminho, declaro que meus joelhos tremem diante do horizonte que mostra-se deitado, imóvel e inatingível. Óbvio que não trato do aparato que me traz mobilidade através de contrações muscalares, mas sim da tracionante sensação que faz minha mente executar funções que antes eram prazerosas e enebriantes.
A perplexidade de minha criativadade assustaria qualquer observador mais íntimo, pois os que comigo compartilharam por mais tempo meu empoirado trajeto, saberiam que o este que dispara verbetes sem sentido neste momento já foi uma pensador mais perspicaz.
De certo que substâncias me faltam, e que os maltratos que a mim mesmo incuti hoje despertam as sequelas que agora apresento. Mas, ainda que possa parecer discurso de coitado, tenho plena certeza que meu cansaço provém das incursões rotineiras no imaginário laboral próprio.
A busca por novas fronteiras, a qual antes motivavam minha massa cinzenta ao postar-se ativa e exuberante, hoje estão cada vez mais distantes e inócuas. Tenho sido arrastado pelo cotidiano produtivo de minha posição no eixo industrial a tornar medíocre meus raciocínios e objetos de minha mãos.
Isto me entristece, mas não por muito tempo, pois posso afirmar que o equinócio de uma nova primavera se aproxima, obvio que não elocubro sobre o rotacionar do planeta, mas sim de uma nova era na qual a minha posição no meu micro-universo revelar-se-a resplandecente para uma nova jornada.
A ruptura a que me proponho parece-me no momento árdua, no entanto conto com a ignobilidade sentimental para alcançar meu objetivo, este traçado ao custo de alguns minutos de insônia que têm me assolado faz alguns meses.
Aos que ficam, desejo-lhes sorte, sucesso e momentos doces, sempre grato por tê-los comigo nessa etapa tão reveladora. Não sou decerto um pensador concatenado mas acredito que minha dialética tem ajudado-me a retirar deste fardo um pouco de conhecimento para aplicações futuras, esperando sempre que os juros deste investimento rendam, afim de tornar-me rico desse saber que é preciso para viver.
3 de dez. de 2007
Retrospectiva 2007
Ué? Mas como assim? O ano já tá acabando? Eu passei o ano todos, aliás, dois anos todos, falando sobre o tempo e nem percebi que perdi meu tempo tentando contemporizar as coisas que em um piscar de olhos viram passado. Mas a vida é assim mesmo, a gente sempre achar que parar e refletir sobre as coisas é a melhor forma de não perder tempo errando, mas acaba perdendo tempo ficando parado.
De muitas coisas me arrependo, de não ser mais intrépido, mais valente, mas inconsequente, apesar de não conseguir lidar com qualquer consequencia, seja ela boa ou má. Só sei que 2008 está chegando e eu não vejo a hora para que isso tudo comece de novo. A vida não acaba aqui e eu não me preocupo mais com esse tempo marcado em ponteiros e digitos.
Pena que todos não pensem como eu, principalmente meu chefe, meu professor, meus pais e todos aqueles que esperam alguma coisa de mim. A única resposta que posso dar a eles é: "Dê tempo ao tempo", apesar de que ultimamente quem precisa do tempo sou eu, não para mim, minha vida é boa, aliás muito boa, reclamar seria estupidez e ingratidão, mas tempo àqueles que me cercam de perguntas, de pedidos e anseios.
Que em 2008 eu, e você também, possamos ouvir menos quandos e mais como. Pois eu gosto de contar histórias, não de fazer promessas e especulações sobre o futuro. O futuro a Deus pertence e o presente, bem se alguém é dono do presente e quiser vender eu to comprando.
Feliz fim de 2007 e parabéns por esse novo calendário na parede!
3 de nov. de 2007
Irritadiço
Realmente o tempo passa de um forma que não dá pra contar, esse papo de relógio é a maior estupidez que o homem já criou. Nada mais é que uma máquina que te dá a falsa impressão de que você sabe aonde se encontro na história das coisas. Besteira!
Quando a hora passa a hora passa mesmo, você pode recriar os mesmos parametros que antes te proporcionaram o tal momento mas de forma algumas as coisas serão as mesmas, principalmente com as pessoas. Ah essas pessoas! O coisinho mais mutável e incoerente são as pessoas, você acha que as conhece mas de repente elas te surpreendem com algo totalmente inusitado e estranho.
Mas de qualquer forma é difícil trocar no seu banco de dados mental os preceitos que você tem dessa pessoa, eita troço difícil esse negócio de atualizar a mente e os conhecimentos. Super complicado fazer um upgrade em suas idéias e principalmente em seus sentimentos. Ando meio frustrado quanto a isso, me sinto as vezes como um velho computador que precisa de muito tempo pra fazer uma tarefa que aos outro parece rápida. Acho que fui mal construido mesmo, vamos culpar o fabricantes e esperar o reembolso pela garantia, se é que existe garantia.
Por essas e outras acordo de mal humor, sonho pouco e começo o dia já cansado pois ainda estou executando os programas de ontem, ah como eu queria um upgrade!
Quando a hora passa a hora passa mesmo, você pode recriar os mesmos parametros que antes te proporcionaram o tal momento mas de forma algumas as coisas serão as mesmas, principalmente com as pessoas. Ah essas pessoas! O coisinho mais mutável e incoerente são as pessoas, você acha que as conhece mas de repente elas te surpreendem com algo totalmente inusitado e estranho.
Mas de qualquer forma é difícil trocar no seu banco de dados mental os preceitos que você tem dessa pessoa, eita troço difícil esse negócio de atualizar a mente e os conhecimentos. Super complicado fazer um upgrade em suas idéias e principalmente em seus sentimentos. Ando meio frustrado quanto a isso, me sinto as vezes como um velho computador que precisa de muito tempo pra fazer uma tarefa que aos outro parece rápida. Acho que fui mal construido mesmo, vamos culpar o fabricantes e esperar o reembolso pela garantia, se é que existe garantia.
Por essas e outras acordo de mal humor, sonho pouco e começo o dia já cansado pois ainda estou executando os programas de ontem, ah como eu queria um upgrade!
30 de set. de 2007
A Vida de Um Poste
São duas horas da manhã e o que sobra aos justos me falta neste momento, o sono. Coisas passam pela minha cabeça e tintilam meu pensar com tanta força e luminosidade que mesmo com os olhos fechados sinto esta luz brilhar dentro da minha cabeça. É quase um sol que me deixa alerta e notívago. Melhor então fazer este tempo, meu fiel inimigo, render mais um pouco. "Já é amanhã!", diria eu se não estivesse em casa tentando dormir, se estivesse na boêmia, na companhia dos mais alegres que sempre me rodeam nestas horas, mas que guardam dentro de si suas próprias amarguras. Assim crescemos, marcados pelos traumas, traumatismos e pancadas que tomamos ao longo da vida, vida essa que para mim se encerra quando deixamos de acreditar que ainda suportamos mais. Mas, já que falei em mais, quero mais, mesmo que apanhe, mesmo que doa, mesmo que continue a ter de escrever mesmo... mesmo assim. Quero mais dessa vida pequena, suburbana e mesquinha. Eu sei que pensará: "Só depende de você!". Quem dera eu fosse tão simples, mesmo sabendo que o é. Como sempre sou confuso e sinceramente acredito estar sendo mais a cada vez que escrevo também sou confuso ao resolver meus problemas, tomar as minhas decisões e concatenar as minhas idéias. De qualquer forma eu só quero que esse parágrafo acabe, esperando um dia ter todo o controle sobre a minha incontrolável vida.
Àqueles que passam e deixam-me marcas, que me façam crescer e aprender que cretinos vão e vem, paixões apagam-se como velas e pensamentos só são bons de dia!
Boa noite!
28 de ago. de 2007
Enquanto autoro dvds
As vezes o que mais queremos é que o tempo passe rápido, mas pra mim, ultimamente, isso acontece sem muito esforço. Dias, semanas, meses e anos passam tão rápido que ao término me vem aquela pergunta: "O que fiz com meu tempo?". De qualquer forma nunca obtenho uma resposta satisfatória. Continuo achando que desperdiço, que me falta, que não tenho esse tão valioso artefato de nossas vidas. Daí eu pensei em reclamar, em começar criticar a "maquina", o "sistema", o "estado", o "meio", mas no fim das contas a escolha é minha, fica muito fácil transportar a culpa para outros e isentar-me de tomar posições e atitudes para evoluir. Então decidi fazer o seguinte: Enquanto autoro dvds posso escrever no blog. Só espero ter assunto suficiente pois a mente anda vagarosa ultimamente e as sinapses que dantes foram tão forte e contínuas agora não passam de fagulhas dispersas que me fazem concluir que meu tempo acabou, e o dvd está pronto!
14 de jun. de 2007
Eu odeio muito tudo isso!
Ficam cada vez mais claras as respostas que a vida dá àquelas perguntas que norteim nosso errante caminho neste planeta. Certas pessoas que apareceram como soluções em alguns momentos, agora surgem apenas para confundir e desviar-me dos caminhos que escolhi traçar. Decepções não me decepcionam mais, é mais certo elas aparecerem que o sol raiar todas as manhãs. Não queria reclamar, mas vou reclamar, não da vida, não da conjuntura, não do governo, muito menos das pessoas, mas vou reclamar do tempo, de mim e dessa relação medíocre que levamos ao longo desses anos.
Vejo isso tudo como se o tempo fosse aquele estelionatário, fraudador, que me promete mundos e fundos e no fim acaba escapulindo por brechas que eu mesmo criei, achando estar aproveitando o tempo.
Sintético é meu sobrenome agora, pois já não tenho mais tempo de pensar sobre o que fazer com meu tempo, só faço o que o tempo pensa pra minha vida.
2 de abr. de 2007
Do Caos ao Caos... eu quero sair daqui
Há muito tempo venho fazendo isso, e pelo visto continuarei a fazer, contestando o time e sua maliciosa personalidade e escuso serviço. Daqui de onde estou, cravado nesse recinto até que as trombetas do término de mais um expediente vibrem , o tempo parece nos envolver em seu tragicômico método de trabalho. O processo metodológico que Chronos desenvolveu para com que as coisas tivessem animação as vezes parece falhar. Olho para os objetos, para a tela dessa máquina obesa, para as pessoas ao meu redor, e tudo parece igual a 6 horas atrás. Esse abominável meio que esboça pequenos movimentos, as vezes peristálticos, as vezes coloidais, continua a girar e as únicas que se transformam são os esforços exauridos que antecedem o cansaço do fim do dia.
Como fazer para o dia passar mais rápido é uma das questões que me vem a mente quando estou enfurnado nesse prozaico recinto de criação corporativa. Creio que apenas negar que existem as horas e que tudo o que faço me faz gastar este tempo, transforma o passar do dia em uma jornada ainda maior. Com a mente vazia e com obrigações pífias destino meu cérebro a concatenar pensamentos sobre fatores os quais não tenho controle, o que faz sentir-me fraco e deprimido. Minha soberba se vê maculada com a pequenez de minha existência neste universo que não precisa de meu trabalho para mover-se.
Enfim fico feliz ao saber que tenho menos uma responsabilidade, nunca quiz ser motor de nada, muito menos de vidas senão a minha.
Como fazer para o dia passar mais rápido é uma das questões que me vem a mente quando estou enfurnado nesse prozaico recinto de criação corporativa. Creio que apenas negar que existem as horas e que tudo o que faço me faz gastar este tempo, transforma o passar do dia em uma jornada ainda maior. Com a mente vazia e com obrigações pífias destino meu cérebro a concatenar pensamentos sobre fatores os quais não tenho controle, o que faz sentir-me fraco e deprimido. Minha soberba se vê maculada com a pequenez de minha existência neste universo que não precisa de meu trabalho para mover-se.
Enfim fico feliz ao saber que tenho menos uma responsabilidade, nunca quiz ser motor de nada, muito menos de vidas senão a minha.
11 de dez. de 2006
Totalmente relaxado, mas não desleixado...
Toda aquela ânsia e vontade de saber o que acontecerá amanhã simplesmente se esvaiu. Como um calmante potente essa paz que agora me guarda traz-me de volta às coisas simples. É algo um tanto dificultoso de ser explicado mas que me alegra em tentar passar-lhe a receita. Sempre fui em busca de verdades, em pensamentos alheios ou em meus próprios. Mas o que acontece é que a verdade anda ao lado, quase que gritando aos nossos ouvidos para que à ela seja dada atenção. Ela é tão expressiva que o mundo inteiro foi mudado por seus atos, sobrepondo barreiras e fronteiras. E é antigo, tanto quanto a memória escrita de seus acontecimentos, apenas não lhe damos ouvidos por acharmos tudo muito simplório, abstrato e inconciso. O que pode ser mais conciso que a paz interior? Aquilo que sentimos é a maior verdade, tentar racionalizar as coisas nada mais é que temer as mudanças que possamos atravessar sem plano algum. Viajar sem mapa, percorrer estrada apenas porque assim nos foi mandado, isso pode parecer insensatez, mas a paz que isso nos traz, saber que existe alguém, mais capaz do que nós mesmos, e que esse alguém se importa com o que penso e o que desejo, isso é a verdadeira paz.
Lembra quando era criança e não precisava se preocupar com as coisas necessárias a vida, seus pais lhe proviam com o que necessitasse ou com o que desejasse, apenas para agradá-lo, para fazer com o seu sorriso ficasse cada vez maior e brilhante, é dessa paz que estou falando. Nos dias de hoje, confiar em alguém está cada vez mais dificil, ainda mais depender de alguém. Mas quando se entende que desse alguém e necessário depender, e que Ele nunca vai te abandonar, a paz invade.
Espero parecer o mais insensato e louco para quem lê, mas guardo também a esperança que a sua curiosidade o faça vir atrás dessa paz que a todos é disponibilizada.
7 de dez. de 2006
Não é meu normal, mas vamos lá!
Não costumo fazer isso, tento sempre parecer o mais recluso e distante possível da realidade cotidiana da vida que todos nós levamos, mas eu também sou um ser humano, apesar da linguagem alienígena. Nesta semana, assisti pela primeira vez ao filme Diários de Motocicleta, e fiquei deslumbrado com a beleza da fotografia, da montagem e do roteiro do filme. É de tirar o fôlego todas aquelas paisagens andinas, principalmente dos takes executados em Machu Picchu.
Mas como sempre fui, e espero continuar sendo, crítico ao extremo, me entristeceu que a motocicleta não chegue ao meio do drama, afinal era uma Norton. Mas retomando ao que considerei importante, é impressionante a forma como é exibida a evolução da mente de Ernesto Guevara, não sendo ele ainda o "Che". Foi algo admirável o uso da narrativa que se baseia em um jovem comum, com sonhos comuns(vontade de conhecer o mundo, ver coisas diferentes, estar onde os pais não estiveram), mas que com o passar das situação e através das revelações, principalmente as percebidas durante sua passagem pelo Peru, que o mundo não era algo tão belo quanto ele mesmo tinha notícia.
O que me fascina é como a vontade de mudar o mundo tomou a mente de Guevara. Era algo que ele já tinha dentro de si quando criança, afinal todo médico, ao menos no início, pensa em sê-lo para ajudar ao próximo, mas que em vista às necessidades dos povos andinos foi incendiando a consciência dele. Pensar no outro, pensar na comunidade, pensar nos povos, o esquecimento do eu parece ser algo impossível para mentes moldadas por marketing e publicidade como a minha. Dane-se o outro, eu quero isso, é a frase mais corriqueira nas mentes imperializadas. Eu mesmo não escapei dessa linha de montagem, posso parecer o mais reacionário mas ainda guardo dentro de mim a vontade do consumo e de possuir objetos, coisas e até pessoas.
Que seja isso algo natural, mas que vai sendo exacerbado ao longo de natais ninguém pode dizer que não. Filantropia nos últimos dias não passa de limpeza mental, ou de uma forma de pagar menos impostos, ou ainda de uma manipulação da massa necessitada, como o que vemos nesses "Centros Comunitários" criados por candidatos a políticos ou outros crápulas.
Mesmo que não cheguemos a patamares de Ernesto "Che" Guevara, que hoje é idolatrado como Cristo, mas que possamos lembra que dentro de cada um existe a vontade de ajudar o próximo. Não há como o Brasil ser um país melhor se não houver equilibrio entre as classes, não quero dizer que devemos ser todos iguais, até porque aqui isso é impossível, digo que precisamos de uma sociedade onde os mais pobres não sejam explorados a ponto de se revoltarem e atacarem as outras classes por não visualizar outra saída.
Sociedade justa não é uma sociedade igualitária, e sim uma sociedade onde a indignação na subjulgue o respeito, tanto pelos outros quanto pela lei.
1 de dez. de 2006
Essa vida é uma graça, apesar das desgraças
Aquele velho jargão de que o mundo dá voltas nunca foi tão verdadeiro como agora. Pensamentos e convicções que possuia a certo tempo, e por causa desse tempo foram esquecido, ou mesmo deixados para trás voltam agora como verdades absolutas e inexoráveis. Não que estivesse certo naquele momento, estava era completamente errado, pois tinha a resposta para uma pergunta que ainda não havia sido perguntada.
A ansiedade sempre chega antes, é como se ela fosse metrô e eu de ônibus. O trânsito, ou seja, todas as variáveis que não nos permitem pensar com clareza, fazem com quem o bom discernimento e a sabedoria se atrasem para o encontro com o cérebro. É por isso que todo mundo fica mais sábio quando velho, a sabedoria e o discernimento já conhecem o percurso, e por isso saem mais cedo.
Pensar que estou certo é errado, aliás, mais que errado, é estupido. Como poderia estar certo se nem ao menos conheço tal verdade. Eu na verdade acredito que o certo existe, mas não aqui. Ele é de outro lugar, um lugar onde as ações são julgadas de forma diferente, e pesam em suas consequências de formas diferentes também. Não sei nem se estou certo disso, mas acho que o certo mesmo é tentar não errar, mesmo que não acerte.
Mas tudo bem, tem sido prazeroso percorrer o caminho até aqui, olhando pelos olhos de quem vê da platéia, acho que não tenho do que reclamar. Comecei esse jogo com boas cartas, talvez não muitos trunfos nem muitos pontos, mas dá pra chegar a rodada final com algum crédito na banca.
Quando penso como terceiro vejo que se reclamasse seria injusto, seria totalmente errado, e disso estou certo, ainda discordando de mim mesmo.
A ansiedade sempre chega antes, é como se ela fosse metrô e eu de ônibus. O trânsito, ou seja, todas as variáveis que não nos permitem pensar com clareza, fazem com quem o bom discernimento e a sabedoria se atrasem para o encontro com o cérebro. É por isso que todo mundo fica mais sábio quando velho, a sabedoria e o discernimento já conhecem o percurso, e por isso saem mais cedo.
Pensar que estou certo é errado, aliás, mais que errado, é estupido. Como poderia estar certo se nem ao menos conheço tal verdade. Eu na verdade acredito que o certo existe, mas não aqui. Ele é de outro lugar, um lugar onde as ações são julgadas de forma diferente, e pesam em suas consequências de formas diferentes também. Não sei nem se estou certo disso, mas acho que o certo mesmo é tentar não errar, mesmo que não acerte.
Mas tudo bem, tem sido prazeroso percorrer o caminho até aqui, olhando pelos olhos de quem vê da platéia, acho que não tenho do que reclamar. Comecei esse jogo com boas cartas, talvez não muitos trunfos nem muitos pontos, mas dá pra chegar a rodada final com algum crédito na banca.
Quando penso como terceiro vejo que se reclamasse seria injusto, seria totalmente errado, e disso estou certo, ainda discordando de mim mesmo.
25 de nov. de 2006
Adrenalina é o que mais quero!
De tanto tentar fazer algo diferente acabo fazendo o mesmo de sempre, apenas tentando. Que persiste sempre alcança, bem, nem sempre, quase nunca, detesto os persistentes, são pessoas irritantes, que confundem chateação com gana. Mas continuo aqui, persistindo em chatear os já irritados que por aqui passam com gana por algo novo. De novo aqui só o fato do Blogger agora ser do Google, se é que isso é novidade, peixe grande engole peixe menor, mas parece a orgia que Darwin costuma chamar de evolução.
Nessa minha busca incessante pelo novo me deparo várias vezes com o stress, ou estafa, ou situações que me levam a buscar entendimento pós-fato. O que todos querem é uma vida cheia de hormônios que os deixem drogados de felicidade e sorrisos largos. Endorfina, adrenalina, serotonina e essas coisas que fazem o cérebro entrar em estado de nirvana química. E claro, é o que eu mais quero também. Drogas fazem mal a saúde, mas essas que o seu próprio organismo produz só fazem mal para o seu bom senso. A caçada por sensações e situações prazerosas nos motivam a percorrer os mais perniciosos e melindrosos caminhos. É basicamente a mesma idéia de ter de trabalhar para ganhar dinheiro, para comprar algo, para usufruir desse algo, mas no meio disso nos pegamos sem o tempo necessário para que esse algo dê-nos algum prazer.
O melhor investimento que podemos fazer é investir em pessoas, aquelas as quais ajudamos, ou aconselhamos, ou amamos, ou idolatramos, ou apenas as temos perto para argumentarmos sobre o que comer no almoço ou que filme alugar na videoteca. O importante é ter alguém para dividir todos os derivados desses hormônios e fazer com que ela se sinta tão extasiada quanto nós mesmos, e no final decidida a fazer parte desse grande cartel de comércio de sensações pitorescas, os quais guardamos na memória e que em um futuro distante iremos hipervalorizá-los achando que foram os pontos altos de uma vida estroboscópica.
9 de out. de 2006
Inconstância de devaneios parassintéticos.
Olhando daqui tudo parece repentinamente estagnado. O carroussel parou de girar e todos saíram para buscar novas experiências. A vida continua e começa uma nova etapa, ainda lenta e contida, mas é assim mesmo. As perspectivas são tantas que os sonhos se tornam cada vez mais fantasiosos e deslumbrantes. Sonhos ultramarinos, empreendedores e sempre, com certeza sempre, bem sucedidos e de glórias. Claro que no mundo onírico tudo é mais belo, pois o caos, assim como o consciente, deitaram para descansar. Mas não os reprimo, nem os racionalizo. Sonhos são sonhos, e quanto mais estuporantes forem em relação a realidade mais me alegro em tê-los. Creio que a verbalização deste é que os fazem desmoronar por terra. A razão não consegue realizar com clareza todo o necessário para que a máquina funcione conforme o previsto em estado de dopor. Os parâmetros da vida real definem barreiras para que tudo seja diferente, as coisas se moldam de acordo com o caos terreno e tudo se mostra ser mais distante do que aquilo que chega aos olhos da mente no exílio mental.
Mas nada ainda me faz desanimar, a motivação que tenho dentro do peito me leva a experiências as quais me arrependeria no futuro de não tê-las cometido. Tudo faz parte do aprendizado, e nessa escola aprendemos mais quando erramos. Mas o fim é sempre o mesmo, o sucesso espera os esforçados e ao justo destinado está a glória. Claro que isso se o bom Deus, cheio da graça celestial permitir.
Mas nada ainda me faz desanimar, a motivação que tenho dentro do peito me leva a experiências as quais me arrependeria no futuro de não tê-las cometido. Tudo faz parte do aprendizado, e nessa escola aprendemos mais quando erramos. Mas o fim é sempre o mesmo, o sucesso espera os esforçados e ao justo destinado está a glória. Claro que isso se o bom Deus, cheio da graça celestial permitir.
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