De dentro do prédio ouvindo aquele debate de uma pessoa só, onde todos falam e todos concordam com tudo, eu olhava para aquela árvore e só conseguia pensar nas aulas de desenho e naquela árvore que fiz que mais parecia o cachorro da Mônica, todos os tons de verdes, o inalcaçável preto absoluto e brilhos e reflexos brancos dos quais eu nunca lembrava. A natureza e tão mais perfeita e completa, independente, flexível e inteligente. Imagine se a natureza fosse uma empresa, repare nos produtos, na sua eficiência, na função, na personalização para cada público alvo, é de dar inveja a qualquer empreendedor desse mundo. Mas no final ela não nos cobra nada, apenas que retornemos ao fim da vida. Nada mais que o justo, indiscutível.
Pena que não percebo isso com mais constância, não me lembro da importância de avaliar o papel da natureza. Queria fazer mais, não como os loucos do Greenpeace mas apenas respeitar e autoconscientizar-me das minhas funções no meio desse ambiente, já que me considero parte dessa natureza.
Não espero evitar o fim da Amazônia ou de qualquer outra expressão da natureza, pois eu mesmo estou me extinguindo, a cada dia chego mais próximo de entrar para aquela lista do Ibama. O importante seria antes de ir recuperar o meu papel no meio disso tudo, a meu nicho no meio desse ecossistema de plantas, animais, idéias e éter.
Deus salve o éter!!!
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