Eu queria ter mais criatividade e destreza pra escrever mais vezes nesse blog. O que na realidade não me impede de escrever já que ninguém lê esse obtuso, adoro a palavra obtuso, e decadente espaço pseudoliterario. Bom, Saramago morreu, acredito então que chegou a minha vez de preencher esse lapso que se formou no universo de pensadores inconcisos mas retumbantes. Preciso apenas definir meu estilo, elocubrar sobre coisas que ninguém entende e mostrar a humanidade o quão suja, vil e mesquinha ela se faz. Preciso desvendar para o mundo a minha habilidade de concatenar ideias que são completamente parodoxais e ridículas, mas que na conjuntura atual de nossa sociedade atual se constituem nos maiores pilares filosóficos em que estão embasadas a nossa moral e cultura.
Tomemos com foco de discussão os filmes categorizados como "Comedia Romantica", que na minha perspectiva são as versões em longa metragem das novelas brasileiras trazidas a vida por Hollywood. A trama sempre se define em duas pessoas, geralmente de sexos opostos, mas não por muito tempo, que tem uma enorme incapacidade de se comunicarem com o outro e consigo mesmas. Tais personagens sempre sofrem de uma grande falta de confiança e postura, revelando uma enorme baixa auto-estima, que os consomem e os tornam miseráveis. Essa construção teatral cria um laço tão forte de identificação com a platéia que as pessoas tomam essas historias como testemunhos e abstraem completamente a ideia dessa trama ser fictícia.
O que mais me impressiona e o clichê, após 2 minutos de filme você sabe como ele vai acabar, sabe que na metade alguma coisa muito triste vai acontecer, geralmente morre o personagem mais dócil mas que ninguém quer ser. E claro, por fim, tudo se resolve num grande beijo, filmado em pelo menos 3 câmeras, que começa com um big close na mulher(por enquanto) e termina num zoom out para plano geral.
Mas o que mais dói nisso tudo sempre será a trilha sonora. Sempre uma música pop com instrumentalização acústica de piano ou violão de cordas de nylon, entoada por uma voz jovial e backing vocals etéreos. Não cabe os clássicos de Sinatra ou Bennett nesse estilo cinematográfico, seria muita informação para um publico não tão esclarecido.
Por fim, ficamos com uma audiência feminina comovida e esperançosa de ter na vida o que viu na tela e seus pares ou cônjuges desejando ter assistido a um outro filme de ação qualquer.
Após ler o que escrevi surgiu no meu peito uma enorme saudade de Saramago, apesar de discordar de seu ateísmo, sua sagacidade e ríspida definição do homem farão falta a este mundo cego.
Caminhando e cantando, esqueci a canção, tentei lembrar, pensei que esqueço o que sempre me faz falta, pretendo escrever para não esquecer, ou apenas para esvaziar a mente, abrindo espaço para novos esquecimentos.
20 de jun. de 2010
14 de mai. de 2010
Pressagios de um vindouro futuro muito obliquo
Um tanto estranho e hoje chegar a conclusão de que aquilo do qual eu tanto reclamei ja não existe mais. A cronocracia que antes vivia nos dias atuais se revela branda e esguia. Com o indulto empregadicio me desvencilhei de uma serie de parametros burgueses que tornavam meu cotidiano uma eterna busca por objetivos corporativos que por ultimo vinham se traduzindo em devaneios de um microtirano desvairado.
Hoje o tempo não me tem mais, não me possui, e o controle do tempo, de seu ou uso ou apenas o descaso com o mesmo esta nas minhas mãos. Como escreveu o grande Stan Lee: "Com grandes poderes surgem grandes oportunidades", e desses meus novos poderes ainda desconheço tais responsabilidades, mesmo sabem que no futuro estas me sobrevirao e cobrarão o meu debito. Mas a alegria de viver o dia, a experiência cotidiana de administrar um microcosmos de 24 horas me traz uma paz e meu tranquilidade que há muito eu ambicionava.
Como já havia dito o mais sábio de todos os homens, ate porque Ele mesmo não foi apenas homem: "Basta a cada dia o seu mal".
Ainda assim faço planos, gosto de fazê-los, mas preciso aprender a parar de anuncia-los com tanto entusiasmo se na verdade eu mesmo estou disposto a diariamente modifica-los.
Hoje o tempo não me tem mais, não me possui, e o controle do tempo, de seu ou uso ou apenas o descaso com o mesmo esta nas minhas mãos. Como escreveu o grande Stan Lee: "Com grandes poderes surgem grandes oportunidades", e desses meus novos poderes ainda desconheço tais responsabilidades, mesmo sabem que no futuro estas me sobrevirao e cobrarão o meu debito. Mas a alegria de viver o dia, a experiência cotidiana de administrar um microcosmos de 24 horas me traz uma paz e meu tranquilidade que há muito eu ambicionava.
Como já havia dito o mais sábio de todos os homens, ate porque Ele mesmo não foi apenas homem: "Basta a cada dia o seu mal".
Ainda assim faço planos, gosto de fazê-los, mas preciso aprender a parar de anuncia-los com tanto entusiasmo se na verdade eu mesmo estou disposto a diariamente modifica-los.
24 de jan. de 2009
3:16 AM
Em meio a melancolia que me abate, sorrisos por lembranças alegres transformam meu semblante, antes opaco e amargurado. A vida é boa, pena que eu decido não vive-la, o peso de arcar com minhas escolhas agora cai sobre meu ombros. É difícil não ter desculpas e alguém para culpar, afinal toda a independência que busquei com tanto afinco nada mais me trouxe que solidão. Não tenho conclusão ou alguma reflexão perspicaz a cerca dessa minha situação apenas sei, e disso sei e não acho, que velhos laços me atam o coração, me fazendo permanecer triste e sorridente.
12 de jan. de 2009
Vapor nocivo de pensamentos alheios
Definitivamente qualquer palavrório desenfreado há de desencadear algo trágico. Por demasiado falar e ínfimo ouvir as vezes me perco nas minhas palavras, atinjo pessoas que nunca quiz fazer mal. Não tenho como me retratar e muito menos culpar meu intelecto naive. As escolhas que faço, desde o momento da primeira sinapse até a articulação de meus músculos faciais me condenam por minhas palavras expurgadas ao léo sem discernimento e soltas na obscuridade de meus pensamentos conscientes ou não. Esta alma que carrego se encontra submersa em teorias dantescas sobre ela mesma, e por refração, as conjecturas que afirmo e julgo serem as reais nada mais são do que o grosso líquido, espesso e turvo, que envolve as concatenações que monto a partir do que vejo e sinto. O que me vem aos olhos é fácil julgar, não costumo me enganar por beleza e brilho, mas o que sinto realmente não entendo, acho que é um campo de batalha onde fico sempre no meio, nunca sabendo qual lado combater. Dessa forma sou sempre o primeiro a cair, nunca um mártir, nunca lembrado, apenas mais uma casualidade na guerra incessante que acontece dentro desta cabeça enevoada e de marés inconcisas.
6 de jan. de 2009
Ócio monocromático e seus amigos multicoloridos
Mas eu ano se faz presente e a consciência plena do entendimento de meu papel nesse mundo ainda não chegou. Fazer o que? Paciência. No retorno à minha atividades rotineiras, aquelas que esvaziam a minha mente com o fluxo desvairados de demandas anônimas mas dirigidas a minha sala, também ainda não se iniciaram. Que bom, pois na velocidade sináptica que me encontro nesses novos dias de janeiro espantaria-me ter de realizar algo de peso.
Como acabamos de atravessar por mais um reveillon seria inconstância do meu caráter não comentar as derivações temporais ocasionadas por tal fato. Na realidade a única coisa que foi alterada é a data. A grafia que não consegue expressar em si própria toda a importância que o tempo merece. Nos minutos que antecedem esta passagem nossos corações se enchem de esperança e agonia, desejando que este novo número traga-nos os pedidos feitos com os olhos fechados. Fazemos promessas, usamos de artimanhas supersticiosas no intúito de alcançarmos nos objetivos. Mas no fim, isso tudo, até mesmo a reflexão póstuma, não passa de perda de tempo. Tempo esse que não se conta em horas, em minutos ou em anos, mas sim em fôlego, em olhares e principalmente em sorrisos.
Sorrisos definitivamente marcam minha vida, risadas brandas ou abertas, entreolhares desprovidos de intensão mas sempre buscando algo no outro, com essas ferramentas conto meu tempo e no acumulo que a vida me provem espero chegar ao fim com bastante tempo para pensar.
14 de nov. de 2008
O Derradeiro e Fatídico Dia da Alegria - para Andrea
Chega um dia que não tem como escapar, você se esforça, desvia o caminho, luta com seu próprio eu, mas não adianta, a alegria te pega. Uma sensação de nostalgia por coisas que ainda vão acontecer, onde toda a melancolia fica presa em um canto da mente que nesse instante torna-se inacessível. Você transborda, fica com aquele semblante irritante a todos aqueles que estão a sua volta e não compartilham de sua exuberância de serotonina. O que pra você pouco importa, o grau de alegria é tão alto que o baixo astral e angústia do próximo não te afetam de maneira alguma. Deve-se apreciar este momento, raro e fragmentado em nossa existência, motivação de vidas inteiras e por muitas vezes alcançadas por poucos. Nesse estado de espírito é possível relavar as dificuldades e contemplar soluções que, de onde se estava , eram escondidas pelo horizonte. Seja feliz nestas novas etapas e busque entender as opções que se abrem. Pois o futuro sempre planeja coisas boas para aqueles que planejam o futuro.
29 de jul. de 2008
Full Head Special Tricks!
Não estou aqui para ficar divagando sobre o infindável porem escasso tempo que tenho, mas apenas pra esvaziar os meus neurônios desta carga inexorável negativa de elétrons que, por mais que nunca pertinente a realidade, giram em torno da minha existência ou do que acredito ser a minha manifestação neste paralelo.
O grande insight que tive nos últimos dias revela-se cotidianamente mais correto, estou cansado. No auge da minha vida terrena, com esse quarto de século viajado, com léguas e léguas percorridas e uma intangível qualidade de companheiros de jornadas, palmas para todos aqueles que atravessaram meu caminho, declaro que meus joelhos tremem diante do horizonte que mostra-se deitado, imóvel e inatingível. Óbvio que não trato do aparato que me traz mobilidade através de contrações muscalares, mas sim da tracionante sensação que faz minha mente executar funções que antes eram prazerosas e enebriantes.
A perplexidade de minha criativadade assustaria qualquer observador mais íntimo, pois os que comigo compartilharam por mais tempo meu empoirado trajeto, saberiam que o este que dispara verbetes sem sentido neste momento já foi uma pensador mais perspicaz.
De certo que substâncias me faltam, e que os maltratos que a mim mesmo incuti hoje despertam as sequelas que agora apresento. Mas, ainda que possa parecer discurso de coitado, tenho plena certeza que meu cansaço provém das incursões rotineiras no imaginário laboral próprio.
A busca por novas fronteiras, a qual antes motivavam minha massa cinzenta ao postar-se ativa e exuberante, hoje estão cada vez mais distantes e inócuas. Tenho sido arrastado pelo cotidiano produtivo de minha posição no eixo industrial a tornar medíocre meus raciocínios e objetos de minha mãos.
Isto me entristece, mas não por muito tempo, pois posso afirmar que o equinócio de uma nova primavera se aproxima, obvio que não elocubro sobre o rotacionar do planeta, mas sim de uma nova era na qual a minha posição no meu micro-universo revelar-se-a resplandecente para uma nova jornada.
A ruptura a que me proponho parece-me no momento árdua, no entanto conto com a ignobilidade sentimental para alcançar meu objetivo, este traçado ao custo de alguns minutos de insônia que têm me assolado faz alguns meses.
Aos que ficam, desejo-lhes sorte, sucesso e momentos doces, sempre grato por tê-los comigo nessa etapa tão reveladora. Não sou decerto um pensador concatenado mas acredito que minha dialética tem ajudado-me a retirar deste fardo um pouco de conhecimento para aplicações futuras, esperando sempre que os juros deste investimento rendam, afim de tornar-me rico desse saber que é preciso para viver.
O grande insight que tive nos últimos dias revela-se cotidianamente mais correto, estou cansado. No auge da minha vida terrena, com esse quarto de século viajado, com léguas e léguas percorridas e uma intangível qualidade de companheiros de jornadas, palmas para todos aqueles que atravessaram meu caminho, declaro que meus joelhos tremem diante do horizonte que mostra-se deitado, imóvel e inatingível. Óbvio que não trato do aparato que me traz mobilidade através de contrações muscalares, mas sim da tracionante sensação que faz minha mente executar funções que antes eram prazerosas e enebriantes.
A perplexidade de minha criativadade assustaria qualquer observador mais íntimo, pois os que comigo compartilharam por mais tempo meu empoirado trajeto, saberiam que o este que dispara verbetes sem sentido neste momento já foi uma pensador mais perspicaz.
De certo que substâncias me faltam, e que os maltratos que a mim mesmo incuti hoje despertam as sequelas que agora apresento. Mas, ainda que possa parecer discurso de coitado, tenho plena certeza que meu cansaço provém das incursões rotineiras no imaginário laboral próprio.
A busca por novas fronteiras, a qual antes motivavam minha massa cinzenta ao postar-se ativa e exuberante, hoje estão cada vez mais distantes e inócuas. Tenho sido arrastado pelo cotidiano produtivo de minha posição no eixo industrial a tornar medíocre meus raciocínios e objetos de minha mãos.
Isto me entristece, mas não por muito tempo, pois posso afirmar que o equinócio de uma nova primavera se aproxima, obvio que não elocubro sobre o rotacionar do planeta, mas sim de uma nova era na qual a minha posição no meu micro-universo revelar-se-a resplandecente para uma nova jornada.
A ruptura a que me proponho parece-me no momento árdua, no entanto conto com a ignobilidade sentimental para alcançar meu objetivo, este traçado ao custo de alguns minutos de insônia que têm me assolado faz alguns meses.
Aos que ficam, desejo-lhes sorte, sucesso e momentos doces, sempre grato por tê-los comigo nessa etapa tão reveladora. Não sou decerto um pensador concatenado mas acredito que minha dialética tem ajudado-me a retirar deste fardo um pouco de conhecimento para aplicações futuras, esperando sempre que os juros deste investimento rendam, afim de tornar-me rico desse saber que é preciso para viver.
3 de dez. de 2007
Retrospectiva 2007
Ué? Mas como assim? O ano já tá acabando? Eu passei o ano todos, aliás, dois anos todos, falando sobre o tempo e nem percebi que perdi meu tempo tentando contemporizar as coisas que em um piscar de olhos viram passado. Mas a vida é assim mesmo, a gente sempre achar que parar e refletir sobre as coisas é a melhor forma de não perder tempo errando, mas acaba perdendo tempo ficando parado.
De muitas coisas me arrependo, de não ser mais intrépido, mais valente, mas inconsequente, apesar de não conseguir lidar com qualquer consequencia, seja ela boa ou má. Só sei que 2008 está chegando e eu não vejo a hora para que isso tudo comece de novo. A vida não acaba aqui e eu não me preocupo mais com esse tempo marcado em ponteiros e digitos.
Pena que todos não pensem como eu, principalmente meu chefe, meu professor, meus pais e todos aqueles que esperam alguma coisa de mim. A única resposta que posso dar a eles é: "Dê tempo ao tempo", apesar de que ultimamente quem precisa do tempo sou eu, não para mim, minha vida é boa, aliás muito boa, reclamar seria estupidez e ingratidão, mas tempo àqueles que me cercam de perguntas, de pedidos e anseios.
Que em 2008 eu, e você também, possamos ouvir menos quandos e mais como. Pois eu gosto de contar histórias, não de fazer promessas e especulações sobre o futuro. O futuro a Deus pertence e o presente, bem se alguém é dono do presente e quiser vender eu to comprando.
Feliz fim de 2007 e parabéns por esse novo calendário na parede!
3 de nov. de 2007
Irritadiço
Realmente o tempo passa de um forma que não dá pra contar, esse papo de relógio é a maior estupidez que o homem já criou. Nada mais é que uma máquina que te dá a falsa impressão de que você sabe aonde se encontro na história das coisas. Besteira!
Quando a hora passa a hora passa mesmo, você pode recriar os mesmos parametros que antes te proporcionaram o tal momento mas de forma algumas as coisas serão as mesmas, principalmente com as pessoas. Ah essas pessoas! O coisinho mais mutável e incoerente são as pessoas, você acha que as conhece mas de repente elas te surpreendem com algo totalmente inusitado e estranho.
Mas de qualquer forma é difícil trocar no seu banco de dados mental os preceitos que você tem dessa pessoa, eita troço difícil esse negócio de atualizar a mente e os conhecimentos. Super complicado fazer um upgrade em suas idéias e principalmente em seus sentimentos. Ando meio frustrado quanto a isso, me sinto as vezes como um velho computador que precisa de muito tempo pra fazer uma tarefa que aos outro parece rápida. Acho que fui mal construido mesmo, vamos culpar o fabricantes e esperar o reembolso pela garantia, se é que existe garantia.
Por essas e outras acordo de mal humor, sonho pouco e começo o dia já cansado pois ainda estou executando os programas de ontem, ah como eu queria um upgrade!
Quando a hora passa a hora passa mesmo, você pode recriar os mesmos parametros que antes te proporcionaram o tal momento mas de forma algumas as coisas serão as mesmas, principalmente com as pessoas. Ah essas pessoas! O coisinho mais mutável e incoerente são as pessoas, você acha que as conhece mas de repente elas te surpreendem com algo totalmente inusitado e estranho.
Mas de qualquer forma é difícil trocar no seu banco de dados mental os preceitos que você tem dessa pessoa, eita troço difícil esse negócio de atualizar a mente e os conhecimentos. Super complicado fazer um upgrade em suas idéias e principalmente em seus sentimentos. Ando meio frustrado quanto a isso, me sinto as vezes como um velho computador que precisa de muito tempo pra fazer uma tarefa que aos outro parece rápida. Acho que fui mal construido mesmo, vamos culpar o fabricantes e esperar o reembolso pela garantia, se é que existe garantia.
Por essas e outras acordo de mal humor, sonho pouco e começo o dia já cansado pois ainda estou executando os programas de ontem, ah como eu queria um upgrade!
30 de set. de 2007
A Vida de Um Poste
São duas horas da manhã e o que sobra aos justos me falta neste momento, o sono. Coisas passam pela minha cabeça e tintilam meu pensar com tanta força e luminosidade que mesmo com os olhos fechados sinto esta luz brilhar dentro da minha cabeça. É quase um sol que me deixa alerta e notívago. Melhor então fazer este tempo, meu fiel inimigo, render mais um pouco. "Já é amanhã!", diria eu se não estivesse em casa tentando dormir, se estivesse na boêmia, na companhia dos mais alegres que sempre me rodeam nestas horas, mas que guardam dentro de si suas próprias amarguras. Assim crescemos, marcados pelos traumas, traumatismos e pancadas que tomamos ao longo da vida, vida essa que para mim se encerra quando deixamos de acreditar que ainda suportamos mais. Mas, já que falei em mais, quero mais, mesmo que apanhe, mesmo que doa, mesmo que continue a ter de escrever mesmo... mesmo assim. Quero mais dessa vida pequena, suburbana e mesquinha. Eu sei que pensará: "Só depende de você!". Quem dera eu fosse tão simples, mesmo sabendo que o é. Como sempre sou confuso e sinceramente acredito estar sendo mais a cada vez que escrevo também sou confuso ao resolver meus problemas, tomar as minhas decisões e concatenar as minhas idéias. De qualquer forma eu só quero que esse parágrafo acabe, esperando um dia ter todo o controle sobre a minha incontrolável vida.
Àqueles que passam e deixam-me marcas, que me façam crescer e aprender que cretinos vão e vem, paixões apagam-se como velas e pensamentos só são bons de dia!
Boa noite!
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